



No começo da temporada 3, os personagens de A Diplomata estavam enfrentando a maior crise que já encararam até agora. No último episódio da temporada 2, Kate Wyler (Keri Russell) descobriu que o presidente dos Estados Unidos teve um ataque cardíaco, deixando a vice presidente Grace Penn (Allison Janney) na liderança do país. Logo no momento em que Kate descobriu que Grace tinha armado um plano terrorista.
“É muito interessante ver cada segundo do que acontece; os detalhes do que se passa depois da morte de um presidente e a importância desse momento e de todo o protocolo”, diz Keri. O retorno da série indicada ao Emmy® coloca Kate, seu marido Hal (Rufus Sewell) e Grace no olho do furacão da sucessão e da escolha de uma nova pessoa para ser vice-presidente. Rufus declara: “Quando se interpreta um personagem confiante, é muito bom interpretá-lo em um momento de confusão. É possível ver um lado totalmente diferente de todos nós”.
A temporada mais recente do drama criado por Debora Cahn explora a intimidade de outro casal poderoso na política. O marido de Grace, Todd (Bradley Whitford, que já ganhou três prêmios Emmy®), passa a ser a “primeira-dama”, o apelido que ele mesmo se dá, de maneira relutante. Allison Janney diz: “Com a adição de Todd, podemos ver Grace na vida privada, e não apenas na vida pública. E é ótimo que ele seja interpretado por Brad, que já era meu amigo”.
Bradley se reúne com suas colegas de The West Wing, Allison e Debora, que começou sua carreira escrevendo e produzindo a série que se passa na Casa Branca. O ator comenta que as séries que realmente ressoam e ficam com o público são aquelas em que o drama político está em sintonia com o drama pessoal. Ele adiciona: “O que eu mais gosto nessa série é que a diplomacia sempre está em sintonia com o que acontece na vida pessoal dos personagens. Eu percebi isso desde o primeiro episódio, e é muito divertido. Tem a dinâmica de poder. Tem negociações”.

Bradley Whitford, Allison Janney, Rufus Sewell e Keri Russell.
Ao longo da temporada, as alianças mudam. Muitas vezes, de um episódio para o outro, como quando Grace escolheu Hal em vez de Kate como vice-presidente, apesar do comportamento impulsivo dele. Enquanto isso, Kate e Hal seguiram em frente com o casamento em público apesar de estarem separados, e Todd não conseguiu compreender muito bem o próprio lugar dentro desse círculo. Keri comenta: “O que é incrível é que temos essa escolha enorme a fazer nessa temporada como indivíduos e como casais, e faz muita diferença para eles e na vida de cada um. Uma escolha muda tudo”. Rufus adiciona que o tema dessa temporada é conseguir o que você sempre quis e descobrir como isso impacta sua vida.
Os personagens estão no meio da turbulência, mas Keri, Rufus, Allison e Bradley convivem em perfeita harmonia. Desde o começo da série, A Diplomata foi indicada a 11 prêmios no Critics Choice Awards, sete no Globo de Ouro, cinco no SAG Awards e três no Emmy®, incluindo Melhor Série de Drama. Recentemente, Keri ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Série de Drama no SAG Awards e celebrou com os colegas de elenco da série. Allison diz que atuar é um esporte coletivo. E, com a temporada 4 no horizonte, com Allison e Brad virando personagens regulares junto a Keri e Rufus, eles podem continuar jogando. Nesta entrevista, os atores falam dos bastidores da terceira temporada de A Diplomata, alguns dos momentos mais impressionantes da série e muito mais.
Como atores, mas também fãs de A Diplomata, como foi receber os roteiros da temporada?
Allison Janney: Foi ótimo ver qual seria o rumo da temporada 3. Debora tomou a ótima decisão de começar essa temporada exatamente onde terminou a última. Então, aqui estou eu, jogada no cargo de presidente. Foi uma temporada bem dramática para mim.
Rufus Sewell: A primeira decisão que ela toma é um choque imenso. Mexe com tudo que estabelecemos em termos de dinâmica. O jogo virou, o que é fantástico para todos nós.

Keri Russell
A temporada mostra a intimidade entre os casais e como suas parcerias funcionam na vida pessoal e na vida política. Como foi interpretar essas dinâmicas?
Keri Russell: Eu amo como isso traz variedade. Cada um tem seu próprio ritmo, e cada casal tem sua própria energia, e tudo é diferente e divertido à sua própria maneira.
Allison: Grace precisa escolher entre Hal e Kate, e acho que ela percebe que Hal está mais alinhado com o modo como ela opera na esfera política. Ela está disposta a ceder um pouco para conseguir chegar onde quer. Ela vai fazer o que for preciso. Kate é um pouco mais certinha.
Rufus: É esclarecedor. A ideia de que algo se alinha ou não com a personalidade de alguém pode sempre estar bastante equivocada. Pode ser muito perigoso ir atrás e descobrir todos os diferentes aspectos de quem você é a partir da pessoa com quem está lidando.
Allison: Sabe aquele velho ditado que diz que a política forma alianças improváveis? É perfeito nessa situação.
Ainda que ele tenha sido apresentado só nessa temporada, Todd é mencionado desde o primeiro episódio, quando um escândalo que o envolve faz com que Kate seja mandada ao Reino Unido. Bradley, como foi ser chamado para interpretar esse personagem?
Bradley Whitford: Eu era um grande fã da série e sentia até inveja. O roteiro de Debora é incrível. Explorar o relacionamento entre adultos dentro da metáfora da diplomacia internacional é uma ideia brilhante. Então eu disse que faria qualquer coisa para entrar na série. Interpretar Todd tem sido muito divertido. Acho que ele é esse cara que pensava que era um homem evoluído e solidário, e agora não consegue lidar com o fato de que vai ter que ficar fora do jogo por alguns anos.

Rufus Sewell
Allison, como foi descobrir que ia trabalhar com Bradley novamente, agora como seu marido nas telas?
Allison: Eu pedi que pensassem bem antes de tomar a decisão. Mentira, eu fiquei muito feliz! É a reunião perfeita porque esses personagens não têm nada a ver com os nossos personagens em The West Wing. Foi a escolha ideal para Todd, e eu não poderia ficar mais feliz de atuar com Bradley porque eu sabia o que ele poderia trazer para um papel assim. Quando estamos nesse ramo e temos um companheiro, ele sempre precisa carregar nossa bolsa. A situação dos personagens é basicamente isso, mas em uma escala bem maior. Ele precisa segurar a minha bolsa, e se sente muito humilhado por isso.
Um dos pontos altos dessa temporada é o episódio em que todos se encontram na casa que Grace tem em Amagansett. Como foi filmar um episódio em que tanta coisa acontece debaixo do mesmo teto?
Keri: Muito bom. Todo mundo em um só lugar.
Bradley: Ele tem a minha fala preferida de todas. “Eu não tô com hepatite”.
Rufus: Eu queria fazer isso há muito tempo, um episódio em que íamos para o mesmo lugar todos os dias. Foi muito divertido.
Allison: Foi como fazer uma peça.
Bradley: Quando eu vi o roteiro, fiquei muito entusiasmado só de saber que ia contracenar com a Allison e fazer cenas desse tipo. Eu tenho muita sorte.

Allison Janney
Debora Cahn trabalha com consultores políticos para criar as histórias e pontos importantes da trama. Vocês se inspiram em pessoas da vida real quando pensam nos personagens?
Keri: Muitas. Uma das partes mais bacanas desse trabalho é conhecer essas pessoas. No começo, sempre falávamos de Samantha Power, que liderou a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Por causa do tema da série e da época em que filmamos, a embaixadora Jane Hartley estava na produção em Londres. Eu me tornei próxima dela, e ela jantava conosco. É um círculo de pessoas muito interessantes, inteligentes, capazes e curiosas.
Rufus: Richard Holbrooke foi uma influência para mim, além de Bill Clinton e do relacionamento deles. É muito importante absorver todas as informações possíveis para ver o que vai fazer sentido ou não, mas também para aprender de todos os lugares. Quando conhecemos essas pessoas, não aprendemos sobre o trabalho, mas sobre a pessoa de fato. Porque a série trata do senso de humor, do senso de realidade na pessoa que usa o uniforme e da discrepância entre isso e a figura pública.
Bradley: Séries como essa são interessantes. Estávamos na metade de The West Wing quando eu pensei “ah, isso é um drama que mostra os bastidores”. A melhor coisa desse tipo de série é colocar coração, músculos e ossos nas banalidades do dia a dia, no meio dessas responsabilidades imensas.

Bradley Whitford
No último episódio, enquanto Kate começa a compreender do que Grace e Hal são capazes como presidente e vice-presidente, nós percebemos como as coisas podem mudar rapidamente nas alianças políticas desses casais e como o poder como ser aterrorizante quando não se tem certeza de como ele será usado. Como foi interpretar esse momento?
Allison: Eu fiquei toda arrepiada. Só de olhar o rosto de Keri enquanto ela tentava entender o que estava acontecendo e o que essas pessoas estavam dispostas a fazer.
Keri: Outra coisa que é assustadora, na vida real e na série, não é só quem está no poder, mas quem está no ouvido de quem está no poder. É uma esposa? Um parceiro?
Rufus: O que eu mais gosto no roteiro dessa série é que não importa como as coisas são mostradas em uma cena em particular, especificamente em partes finais ou na cena final de uma temporada, nada é preto no branco. Ninguém está totalmente errado. E o texto é tão bom que todo mundo se beneficia da inteligência de quem escreve. Nenhum personagem é burro. Todos eles, quando chega o momento, podem dar um motivo inteligente para fazer o que estão fazendo. Os personagens não se tornam rasos só para mover a narrativa.
Vocês quatro são peças de um conjunto incrível. Como é fazer parte dessa equipe?
Rufus: Eu já disse em outro momento que essa equipe tem pessoas que merecem estar aqui, mas, ao mesmo tempo, como Brad disse, que estão nesse ramo a tempo o suficiente para saber que merecer esse papel não quer dizer que você não possa ter gratidão por ele. Não é preciso agradecer por quem ofereceu o trabalho, mas apenas ao universo, porque nem toda oportunidade é como essa. Todos aqui são muito gratos pela sorte que têm.
Keri: Nós sempre dizemos que essa série é tão especial que cada pessoa que Debora escalou para o elenco poderia ter sua própria série. A qualidade dos atores é muito boa. Eles chegam com tudo. Todos têm muita inteligência emocional, são engraçados, estão envolvidos com o que a série tem de especial. Todo mundo é muito bom.

Bradley, Allison, Keri e Rufus


































































































