





Às vezes, A Diplomata termina com explosões estrondosas, como na temporada 1. Mas o final da temporada 3 (já disponível) revela que os momentos mais tranquilos também podem causar muita destruição. Nos últimos segundos do episódio 8, a diplomata Kate Wyler (Keri Russell) acredita ter sido traída pelo próprio marido, o vice-presidente Hal Wyler (Rufus Sewell), e que sua cúmplice seja nada mais nada menos que a presidente dos Estados Unidos, Grace Penn (Allison Janney).
“Chamamos a temporada 3 de ‘a separação’. É quando o relacionamento de Kate e Hal realmente se desintegra, assim como a relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido”, conta Debora Cahn, criadora de A Diplomata, ao Tudum.
A possível tramoia de Hal e Grace ameaça arruinar o que resta da parceria entre o Reino Unido e os Estados Unidos. Depois de conversar com o espião Callum Ellis (Aidan Turner) e com Todd Penn (Bradley Whitford), marido de Grace, Kate começa a achar que Hal e Grace roubaram o míssil Poseidon, uma arma nuclear russa capaz de provocar o “fim do mundo”. Kate sabe que uma jogada como essa da presidente americana e seu vice seria interpretada como um “ato de guerra” pelo primeiro-ministro britânico Nicol Trowbridge (Rory Kinnear), que já está receoso com os excessos dos Estados Unidos. Será que o público precisa se preocupar com o que vem por aí?
“Precisa, sim. Tem muitos motivos de preocupação”, diz Debora. E Kate, com certeza, concordaria. Ela termina a temporada 3 observando como Grace e Hal posam para fotos, uma imagem mais ameaçadora que a outra. “Pode ser muito assustador ver quem assume o poder e ter a sensação de que essas pessoas podem estar fazendo um uso totalmente inadequado desse poder”, comenta ela.
Então, como os Wyler terminaram nessa situação catastrófica? O que é o míssil Poseidon e como ele pode ter terminado em mãos americanas? E como Hal se tornou vice-presidente? Continue lendo, porque Debora vai responder a todas essas perguntas e muito mais sobre a temporada 3 de A Diplomata e o que tudo isso significa para a temporada 4, que já foi confirmada.

Hal vive fracassando, mas mesmo assim sempre sobe na vida. No final da temporada 2, ele acelera acidentalmente a morte do presidente Rayburn (Michael McKean). Mas, no primeiro episódio da temporada 3, Hal recebe a proposta de ser vice da nova presidente dos Estados Unidos, Grace Penn.
Por um lado, “Hal acha que matou Rayburn e sente um verdadeiro terror pelos acontecimentos que desencadeou. No entanto, ele é um cara que segue em frente, não fica pensando no passado”, explica Debora.
Nos episódios 2 e 3, Hal briga pela vaga de vice-presidente. E, no final da temporada 3, Hal e Grace já são uma força política imbatível (que pode ter roubado uma arma nuclear, mas vamos falar mais sobre isso mais adiante). Debora não planejava revelar a carreira de vice-presidente de Hal desde o início de A Diplomata, mas ficou muito empolgada em ver Rufus Sewell explorando a evolução política inesperada do personagem.
“Fiquei entusiasmada em ver Hal assumindo esse novo cargo de vice-presidente. O coitado passou duas temporadas inteiras na sombra de Kate, batalhando, tentando oferecer apoio. Mas finalmente podemos vê-lo em uma posição em que ele se sente mais à vontade e com mais firmeza. É emocionante ver a dinâmica que nos levou até o início da série, e Kate sente que Hal não vai conseguir se afastar. Agora vamos descobrir o porquê”, comenta Debora.

No início da temporada 1 de A Diplomata, fica claro que os Wyler só estão em Londres para abrir o caminho de Kate rumo à vice-presidência. Na temporada 2, ela finalmente admite que quer o cargo. Mas é Hal quem finalmente consegue isso na temporada 3. Debora sugere que essa decepção reflete a dinâmica do mundo real.
“Kate acha que não está preparada, mesmo tendo experiência, competência, inteligência e visão. Mas, com o tempo, ela passa a entender do que é capaz, a acreditar que realmente consegue. E todas as pessoas ao redor sabem disso. Mesmo assim, ela não consegue a oportunidade”, diz Debora.
Ainda assim, Kate aproveita ao máximo essa situação difícil, dando conselhos sinceros e úteis a Grace quando ela se torna presidente. “Kate é ótima em momentos de crise. O foco dela é entrar em ação e resolver problemas”, continua Debora.

Grace assume a presidência sabendo que foi ela quem desencadeou o terrível ataque ao HMS Courageous, que matou 43 pessoas a bordo do porta-aviões. Mas, como ela explica a Kate no final da temporada 2, Grace só considerou o ataque como uma forma de manter a força do Reino Unido e, consequentemente, a segurança nuclear dos Estados Unidos. Agora, Grace precisa liderar os Estados Unidos sabendo o que fez.
“Grace se sente muito mal pelo porta-aviões. Mas ela tomou a decisão que acreditava ser menos pior entre duas opções terríveis. E provavelmente era mesmo. Para essas pessoas, não existe uma boa escolha possível, é uma mais terrível do que a outra. Eu não gostaria de estar no lugar delas. Admiro muito quem tem esse tipo de força. É difícil”, diz Debora.
Sim, Margaret Roylin (Celia Imrie) está morta, e isso causa um grande impacto na temporada 3 de A Diplomata. Ao longo das temporadas 1 e 2, Kate descobre que Roylin teve um papel fundamental na explosão do HMS Courageous e na tentativa de encobrimento do que aconteceu. “Roylin é uma personagem que apresentamos como vilã”, admite Debora. Mas, quanto mais Kate conhece Roylin, mais complexa fica essa assessora política.
“Kate passa a compreender Roylin e, ainda que a contragosto, a respeitá-la. Kate sabe que Roylin tomou certas decisões pelo bem do país, acreditando que estava fazendo a coisa certa”, comenta Debora.
Ainda assim, Roylin paga caro por suas ações. No primeiro episódio da temporada 3, o primeiro-ministro Trowbridge descobre a conexão de Roylin com o ataque ao Courageous. Como resposta, os Estados Unidos oferecem asilo a Roylin. Mas, em vez de continuar traindo seu país, Roylin resolve tirar tragicamente a própria vida no final do episódio.
“Às vezes, para estar à altura de uma situação, o jogo precisa terminar. E isso é terrível. Mas Roylin se considera uma servidora pública, a serviço do país”, explica Debora.
Debora sabia que queria fazer um episódio de flashback na temporada 3. E a oportunidade perfeita era o episódio 2, que mostra a história de origem de Kate e Hal. “É divertido ver como era quando eles se conheceram. Também tem uma diferença de status entre Kate e Hal desde que os conhecemos na série: ela quer terminar tudo, e ele está comprometido em manter o relacionamento. O amor dele por ela nunca esmorece. Ele está sempre trabalhando, consciente ou inconscientemente, aberta ou secretamente, para salvar esse casamento”, explica ela.
Ainda assim, a dinâmica entre eles era muito diferente. Como os flashbacks mostram, antes de serem dois dos políticos mais importantes do mundo, em 2010, Hal e Kate eram colegas em Bagdá, no Iraque. Hal era chefe de Kate e, publicamente, se mostrava muito frio com ela para manter a fachada. No entanto, o segredo dos dois ficou exposto quando Kate entrou no escritório de sua amiga e colega Carole Lengetti (Laurel Lefkow) com a calcinha aparecendo. Carole, que também participa das temporadas 1 e 2 de A Diplomata, deduziu a verdade imediatamente.
Então, o casal precisava tomar uma decisão, especialmente porque Hal tinha acabado de ser transferido para Viena, na Áustria. Hal estava pronto para terminar o romance para proteger e incentivar a carreira de Kate. Ela, por outro lado, via o potencial para criar o tipo de relacionamento que os Wyler acabam tendo, revezando a priorização das carreiras.
“Eu queria muito ver a época em que Kate estava muito mais apaixonada por Hal do que ele por ela. Nos flashbacks, vemos como ele se entrega ao relacionamento e realmente acha que é para sempre. Kate já estava nessa muito antes dele”, diz Debora.
Os flashbacks do episódio 2 também mostram como Hal decide pedir Kate em casamento. Ele tira o lacre de uma sacola de copos de festa e faz um anel para a noiva. Esse é o misterioso círculo vermelho que Kate segura no início do episódio 2, logo depois que Hal recebe a proposta para o cargo de vice-presidente.
O episódio 2 alterna entre o início do relacionamento de Hal e Kate e as decisões que eles tomam nos dias atuais em relação à vice-presidência de Hal. Basicamente, Kate fica sabendo que, para se tornar a segunda-dama dos Estados Unidos, ela precisa renunciar ao cargo de embaixadora no Reino Unido e assumir funções como arrecadação de fundos para museus locais. Stuart tenta sugerir um acordo, em que Kate manteria seu emprego e viajaria para Washington sempre que necessário, mas Hal afirma que sua esposa só faria isso se quisesse ficar “a 5.000 km” dele. De repente, todos entendem a importância de que Kate permaneça em Londres.
Mesmo deixando Hal triste, Kate admite que preferiria estar a um oceano de distância do marido. Ela não o acompanha no avião para os Estados Unidos e escolhe a vida em Londres em vez do casamento. Embora essa decisão de Kate possa ser chocante para Hal, Debora afirma que há vários sinais que indicam isso ao longo do episódio 2.
“Tem algo que Kate sabe bem lá no fundo, e está lutando bravamente contra isso. Ela quer acreditar que pode ser diferente do que é. Que pode simplesmente aceitar essa situação e deixar de lado o que sempre quis fazer para seguir o caminho de outra pessoa”, diz a criadora.
Mas Kate não é assim. Primeiro, ela é diplomata e depois esposa. “Quando Kate precisa caminhar em direção ao avião, fica claro que ela já fez isso muitas vezes, que já contou essa história para si muitas vezes. Ela quer ser ela mesma no mundo, e não o que acredita ser uma parte inútil da história de outra pessoa”, explica Debora.

Callum Ellis é o novo interesse amoroso de Kate, que entra na vida dela depois da separação de Hal. Ele aparece no episódio 5 como um “observador” ou espião, que tem informações importantes sobre o programa nuclear russo. No episódio 7, descobrimos que Callum era das forças armadas antes de entrar na área de inteligência. Kate já teve uma tensão romântica e sexual com o colega Austin Dennison (David Gyasi), mas, com Callum, ela tem a primeira oportunidade real de explorar esse tipo de sentimento fora do casamento.
“Callum é exatamente o que Kate procura. É tudo muito sexy, sensual, divertido e novo. É uma surpresa para os dois que essa relação possa ter futuro”, diz Debora.
No entanto, esse casal também tem seus desafios. Aos poucos, Kate reconhece que Callum na verdade não é tão diferente assim de Hal. No começo, a equipe de A Diplomata achava que o novo namorado de Kate precisava ser completamente oposto ao marido. Mas, depois, eles perceberam que Kate nunca desviaria tanto do caminho conhecido.
“Passei muito tempo pensando no que as pessoas fazem quando terminam um relacionamento com alguém que amavam desesperadamente, mas que não fazia bem para elas. Geralmente, elas procuram alguém do mesmo tipo. Então, Kate não encontrou uma pessoa diferente. Ela encontrou Hal sem toda a bagagem que o relacionamento anterior carregava. Ela está naquele período de pensamento mágico em que a gente acredita que pode ter as coisas boas de um perfil de personalidade sem as ruins, como se as leis da gravidade simplesmente deixassem de existir”, explica Debora.
Ao conhecer Callum, Hal descobre que o novo namorado de Kate é muito mais do que um rostinho bonito. Callum explica que a Rússia perdeu o contato com um submarino importante. É um B-90 Sarov nuclear “considerado em perigo” e possivelmente vazando radiação nas águas costeiras britânicas.
Debora resolveu incluir a ameaça submarina na temporada 3 de A Diplomata depois de conversar com funcionários públicos da vida real. A roteirista percebeu que, mesmo em um mundo onde a tecnologia rastreia todos os nossos movimentos, os submarinos continuam sendo “extremamente difíceis de encontrar”.
“Sentimos que somos monitorados o tempo todo. Então, temos essa ideia de que dá para saber tudo o que acontece no mundo. Mas os submarinos não são assim. Eles são difíceis de encontrar. Quando um submarino se perde, é um problemão. Por isso, achamos que seria uma boa maneira de usar um objeto para explorar a impotência que vários países sentem e sua incapacidade de controlar uma situação que é explosiva, no sentido literal e figurado”, comenta ela.
O perigo do submarino russo só vai aumentando ao longo da temporada 3. No episódio 7, Callum revela que o submarino está carregando o torpedo Poseidon, que deveria ser um rumor (e a anos-luz da realidade). Acontece que o Poseidon, “uma bomba salgada feita para maximizar o espalhamento radioativo”, é muito real e está à espreita a apenas 12 milhas náuticas da costa do nordeste da Inglaterra. No episódio 8, tanto Grace quanto Kate chamam o torpedo de “arma do juízo final”.
No final da temporada 3, os Estados Unidos e o Reino Unido precisam chegar a um consenso sobre como lidar com o submarino nuclear. Trowbridge está cada vez mais desconfiado dos Estados Unidos. Ele parece inclinado a abandonar todas as negociações ou a aceitar ajuda da China. Hal aconselha Kate a recomendar um cenário de “Tumba de Runit” para tranquilizar Trowbridge, manter as relações entre os países e anular a ameaça nuclear do submarino.
Como Kate explica, a Tumba de Runit fica nas Ilhas Marshall. Em meados da década de 1900, a Ilha de Runit foi usada como local de testes de armas nucleares atmosféricas. No final da década de 1970, os detritos radioativos de Runit foram encapsulados em concreto dentro de uma cratera na ilha e, em seguida, cobertos com ainda mais concreto para conter os materiais perigosos. Os Wyler propõem que Trowbridge faça a mesma coisa com o submarino russo, tirando essa ameaça do jogo.

“Na temporada 3, o casamento de Hal e Kate acabou, pelo menos para eles. Os dois passaram pelo que chamamos de divórcio do coração. Publicamente, eles ainda são casados. Em particular, sabem que não são, embora Hal não seja do tipo que desiste fácil”, diz Debora.
Tudo isso fica muito claro quando Kate fica em Londres no final do episódio 2. Ela prioriza a si mesma em vez do caos peculiar de Hal, pois acha que isso está destruindo sua vida. De acordo com Debora, “era importante ver Kate nessa jornada em que ela percebe que amar Hal era como uma droga, e que agora chegou a hora de encontrar seu próprio caminho no mundo sem isso”.
No episódio 5, Kate está achando que encontrou algo novo com Callum. Ainda assim, esse relacionamento também fracassa. Kate percebe que talvez não trate as pessoas “como elas merecem ser tratadas” e que tem uma “bagagem” mais pesada do que acreditava ter, como ela mesma diz no episódio.
“Para muitas pessoas, a única constância em seus relacionamentos são elas mesmas. E pode ser muito assustador perceber que a dinâmica da qual estamos tentando escapar na verdade foi criada por nós mesmos. O relacionamento com Callum faz Kate se confrontar de uma maneira mais significativa, já que ela não pode mais culpar Hal pela situação em que está”, observa Debora.
Com essa nova perspectiva sobre o próprio casamento, Kate se desculpa com Hal e pede para voltar. O público nunca tinha visto a diplomata em um momento tão emotivo.
“É ótimo e ao mesmo tempo terrível ver Kate entendendo o que fez. É horrível quando ela se dá conta de que cometeu um erro tão grande e fica implorando por outra chance. Essa clareza repentina é realmente cruel”, diz Debora.
Por sorte, Hal aceita imediatamente o pedido de Kate, dizendo “eu ainda tô aqui”. O casal dá um beijo apaixonado e um abraço intenso. Mas um pequeno problema global cria mais um probleminha no casamento dos Wyler…
Durante alguns minutos no episódio 8, está tudo bem no universo de A Diplomata. Hal e Kate aparentemente salvaram a Europa de um desastre nuclear e estão recuperando o casamento. Os Estados Unidos e o Reino Unido estão no caminho da reconciliação. Até que Callum diz a Kate que os russos encontraram o submarino nuclear… e o Poseidon sumiu.
Primeiro, Kate teme que os russos tenham recuperado a arma. Depois, ela começa a considerar a possibilidade de Hal e Grace terem roubado o Poseidon, o que teria efeitos desastrosos na política global.
“Isso deixaria muita gente furiosa: tanto a Rússia, que criou a arma, quanto o Reino Unido. Hal e Grace estão brincando com fogo em território alheio. E isso não vai ter repercussões apenas nos Estados Unidos, mas também em outro país. Vai incomodar muita gente mesmo”, explica Debora.
No final do último episódio da temporada 3, Kate descobre evidências da mentira de Hal e Grace. Ela fica sabendo que Grace disse a Trowbridge que os EUA enviaram um drone não tripulado para tirar fotos do submarino. Mas, na verdade, ela enviou um submarino enorme, grande o suficiente para abrigar o Poseidon. E ainda tem a questão dos olhares de cumplicidade e dos encontros noturnos de Hal e Grace. Quando Kate menciona esses detalhes para Hal, ele pede para ela “não contar para ninguém”. Depois, Hal vai correndo dizer a Grace que Kate “sabe” o que está acontecendo.

A confiança de Kate no próprio casamento é aniquilada por Todd Penn, o marido da presidente. Kate e Todd observam uma sessão de fotos de Hal e Grace, e Todd menciona “a relação de trabalho superprodutiva” de seus cônjuges. Embora Todd e Kate acreditem que a conexão de Hal e Grace não é sexual, Debora afirma que o público deveria se preocupar com a potência profissional dessa dupla.
“Hal e Grace são duas pessoas muito poderosas e dinâmicas, que se potencializam com a inteligência e a intensidade um do outro. Isso pode ser muito preocupante”, justifica ela.
Na verdade, Kate fica até mais preocupada com essa parceria dos dois no trabalho do que se fosse na cama. “É uma traição muito maior. E dá para perceber isso em Todd, como é terrível ver aquele brilho nos olhos da pessoa amada que está literalmente mudando o mundo ao lado de outra pessoa. É algo arrebatador”, comenta.
Essa situação é ainda mais perigosa porque Grace não contém os impulsos de Hal como Kate fazia. Grace é o tipo de pessoa capaz de provocar a explosão do HMS Courageous. “Quando duas pessoas aceleram ao mesmo tempo e ninguém pisa no freio, é assustador”, reflete Debora.
Descubra as novas tramoias políticas que Hal e Grace vão criar juntos na temporada 4 de A Diplomata, que já foi confirmada. E, enquanto espera a volta dos Wyler e dos Penn, confira sempre o Tudum para ficar por dentro de todas as novidades sobre A Diplomata.




























































































