





Enquanto espera a estreia da temporada 3 de A Diplomata, em 16 de outubro, aproveite para ficar por dentro de tudo o que rolou na temporada 2, incluindo o final de cair o queixo. Assista ao resumo da temporada 2 abaixo.
Quando o elenco de A Diplomata se reuniu para a última leitura de roteiro da temporada 2, só Keri Russell, Rufus Sewell e Allison Janney sabiam o que aconteceria nas surpreendentes cenas finais. O resto do elenco recebeu páginas com linhas censuradas, incluindo aquela reviravolta incrível.
“Precisávamos de uma reação real para ver se o resultado seria o esperado. E, assim, conseguimos essa reação”, explica a criadora, showrunner e produtora executiva Debora Cahn direto do set em Wrotham Park, em Hertfordshire, no norte de Londres.
De fato, quando Ato Essandoh (que interpreta Stuart Hayford) ouviu as falas em voz alta, ele teve uma reação visceral. “Eu me levantei, joguei o roteiro no chão e gritei: ‘Nossa, Debora Cahn manda muito’”, conta ele ao Tudum em seu trailer entre uma tomada e outra, durante as filmagens da última cena.
Se o final da temporada 1 foi, literalmente, explosivo, o final da temporada 2 deixou todo mundo de boca aberta. Ou, no caso de Ato, desesperado para saber o que vai acontecer depois. Ao longo dos seis episódios, Kate Wyler (Keri Russell), embaixadora dos Estados Unidos no Reino Unido, vai mudando de ponto de vista. No começo, ela acha que o primeiro-ministro Nicol Trowbridge (Rory Kinnear) contratou o mercenário russo Roman Lenkov para atacar um navio de guerra do próprio país. Depois, ela descobre que a ex-conselheira de Trowbridge, Margaret “Meg” Roylin (Celia Imrie), foi a britânica envolvida. Nos últimos minutos do episódio 5, Kate descobre que, na verdade, a ideia de atacar o navio britânico foi da vice-presidente Grace Penn (Allison Janney).
“Passamos a temporada toda tentando descobrir quem eram os britânicos envolvidos e, no fim das contas, o problema era nosso, era um esquema dos EUA. Para nós, é muito fácil enxergar os outros países como inimigos e não analisar o papel que desempenhamos em criar situações que poderiam se desenrolar dessa maneira. Então, depois de descobrir que a responsabilidade recairia sobre nós, a ideia passou a ser como transformar isso no maior problema possível”, conta Debora ao Tudum.
Mas essa revelação é apenas o começo. Por que a vice-presidente contratou um mercenário para atirar em um navio britânico? E o que acontece naquelas cenas finais censuradas que deixaram o elenco perplexo durante a leitura do roteiro? Vamos analisar o final da temporada 2 de A Diplomata e descobrir qual momento “vira o jogo e bagunça tudo de vez”, como diz Rufus Sewell.

A resposta imediata dela é um misto de choque e indignação. Ela quer fazer algo a respeito, mas Hal (Rufus Sewell) diz que a verdade não pode vir à tona, porque isso seria péssimo para a democracia. Eles sabem que Grace tomou essas medidas para acabar com o movimento de independência da Escócia, mas, por enquanto, não sabem o motivo.
Debora conta que, quando a equipe criativa descobriu que Allison interpretaria a vice-presidente, a editora de texto e roteirista Anna Hagen sugeriu que a situação toda girasse em torno dela. A equipe chegou a pensar em narrativas em que Grace sabia do ataque e podia ter feito algo para impedi-lo. “Então, Anna teve a brilhante ideia de que ela fosse a origem do problema.”
Com certeza, isso traz muitos conflitos para Kate. Com essas novas informações, Kate percebe que Grace não pode continuar no cargo, o que significa que ela própria teria que se tornar vice-presidente dos Estados Unidos. E, quando o assunto é Grace Penn, Keri Russell diz que sua personagem passa pelos mesmos altos e baixos que o público. “Ela tem todas as sensações: fica nervosa, intimidada, impressionada... em um momento ela resolve defendê-la, depois passa a odiá-la.”
No dia seguinte, Kate e Hal contam a Stuart que agora Kate está determinada a ser a nova vice-presidente e que é hora de “melhorá-la” caso ela precise assumir o cargo. Stuart não consegue esconder a empolgação. A contragosto, mas tentando parecer mais presidencial, Kate veste um terninho azul-claro e prende o cabelo em um coque elegante.
“A dinâmica que estamos explorando com Kate é que ela não se acha capaz de saltar o abismo entre quem ela é e o que o cargo exige, e não quer ser presunçosa a ponto de correr atrás de uma posição de tanto poder. Esperamos que, com o tempo, ela se mostre capaz de superar essa insegurança. À medida que se aproxima desse universo, ela começa a perceber que ninguém é perfeito. São seres humanos que desempenham essas funções. A mulher que está lá agora tem suas falhas. Não encontramos um super-herói para se tornar presidente. Encontramos alguém que é bom em alguns aspectos e péssimo em outros, e que faz o melhor que pode no momento, na maior parte do tempo”, observa Debora.
Keri Russell também aponta para o fato de que o poder é sedutor. “Mas ainda acho que não é uma situação muito confortável para Kate. Não acho que seja onde ela mais se destaca, mas ela acredita no bem do país, na democracia e em todas essas coisas. Ela é muito leal.”

Basicamente, como Allison explica, “Grace tenta ensinar a Kate a importância de ter uma boa aparência, além de fazer um bom trabalho. O visual é importante porque o rosto dela vai estar na mídia umas 12 mil vezes por dia, e a foto dela vai estar em todas as embaixadas e salas de aula”.
No episódio final, quando Grace e Kate tomam café da manhã juntas, Grace diz a Kate que está pensando em tentar continuar no cargo (ela está sendo afastada porque o marido está envolvido em um escândalo financeiro). Depois, Grace comenta sobre o coque de Kate e sugere que ela use grampos para ajudar a manter o penteado no lugar.
“O coque tem várias versões. Tem a mais desarrumada e tem a chique. Depois, tem a versão totalmente perfeita e uma que é um meio-termo”, comenta a chefe de cabelo e maquiagem Roo Maurice. São as tentativas de Kate de acertar no look.
Nesse momento, Grace acha que Kate pretende assumir a vice-presidência a contragosto, apenas se for necessário. Então, ela não se preocupa com essa mudança de penteado. Porém, mais adiante, o coque servirá como um indicador de que Kate está mesmo determinada a conquistar a posição. “Resumindo, Kate é uma ameaça para Grace”, diz Allison.
Depois de se livrar das muletas, Stuart vai visitar Eidra Park (Ali Ahn), sua ex-namorada e chefe da estação da CIA, no trabalho. Ele conta que Kate abraçou a ideia de se tornar vice-presidente e que, se surgir a oportunidade, ele provavelmente vai com ela para Washington. Stuart quer envolver Eidra nesses planos e acha que foi um erro terminar o relacionamento. Ela diz que ele não pode aparecer no local de trabalho dela com essas hipóteses que não significam nada, mas que ainda assim a fazem perder a compostura. “Eidra definitivamente não está no controle da maneira que gostaria. Todo mundo está meio que perdendo a cabeça e agindo impulsivamente nesta temporada”, comenta Ali Ahn sobre o arco da personagem dela na temporada 2.
Na próxima vez que conversam, Stuart fala para Eidra que entende que eles não vão voltar a ficar juntos. Mas ele deixa claro que a relação terminou porque ela tem aversão a compromissos, não porque ele fez algo errado. Ele diz que ela precisa resolver seus problemas, caso contrário, vai ficar sozinha para o resto da vida. Ai, ai! Mais uma vez, Eidra fica visivelmente chateada na frente dos colegas de trabalho.
Então, de quem é a culpa pelo fracasso do relacionamento dos dois? “Isso é algo ambíguo”, afirma Ato Essandoh, acrescentando que existem paralelismos entre as questões românticas e diplomáticas na série. “A diplomacia nada mais é do que relacionamentos entre países e nações. Cada país acha que foi o outro que errou, e começam as acusações. É exatamente como uma relação entre pessoas.”
Não, e ele ainda está se recuperando da revelação sobre Meg Roylin. Trowbridge quer iniciar uma investigação para descobrir quem mais estava envolvido. E ele não está disposto a renunciar, mesmo que Roylin fosse uma de suas conselheiras mais próximas. “Assim como a maioria dos políticos, especialmente primeiros-ministros, o principal objetivo dele é se manter no poder. Quando chegamos ao topo, o chão sob os nossos pés começa a tremer, e percebemos que é uma posição muito solitária”, avalia Rory Kinnear.
Sem saber do envolvimento de Grace no ataque, Trowbridge também liga para o presidente para dizer a “joia” que ela é. Esse apoio faz efeito, e o presidente acaba oferecendo a Grace o novo cargo de czar nuclear (é um nome pomposo para alguém que trabalha na redução dos arsenais de armas e no aumento da capacidade de energia nuclear de seu próprio país). O presidente está considerando isso enquanto ela continua na função de vice-presidente. Então, agora, parece que Grace não vai renunciar.
Grace conta a Kate sobre essa novidade e diz que se sente mal por toda a confusão, afinal, Kate está usando o penteado de vice-presidente e tudo mais. Mas a chefe de gabinete da Casa Branca, Billie Appiah (Nana Mensah), não concorda com o plano e instrui Stuart a não deixar os britânicos criarem caso com isso, porque ela vai se informar para reverter a situação.

Está praticamente encerrada. No evento da Parceria Nuclear para um Futuro Global, Kate (vestida de “Barbie estrategista”) fala com Dennison (David Gyasi). Ele diz a ela que vai encerrar a parceria, pois decidiu que, por enquanto, precisa ser leal a Trowbridge. “Essa parceria foi um erro… um grande erro”, afirma Dennison, também se referindo ao romance que quase aconteceu entre eles.
“São poucas as pessoas com as quais realmente nos conectamos profundamente. Não é fácil encontrar alguém com quem você sente uma conexão intelectual, moral e profissional ao mesmo tempo. Obviamente, também existe uma ligação emocional com a qual nenhum dos dois está realmente preparado para lidar. Então, mesmo com as melhores intenções, e Kate não está procurando nada, porque está 100% comprometida com o casamento, é difícil se afastar dele”, explica Debora.
David concorda. “Austin é um cara que joga limpo, mas o relacionamento dele com Kate é difícil de definir.”

Depois que Hal e Kate conseguem impedir o primeiro-ministro de mencionar a promoção a czar nuclear em seus comentários antes do jantar, Grace percebe que algo está acontecendo. Ela acha que Kate quer roubar seu cargo (ela está de coque!) e tenta garantir que o assunto seja discutido. Então, Hal conta o que eles sabem a Grace. Depois, Grace sai do jantar e chama Kate para conversar. “Minhas cenas com a Keri são sensacionais. São como jogadas de xadrez, mas com humor e tensão”, comenta Allison.
Prepare-se, porque aí vem o raciocínio de Grace. Pegando um mapa-múndi e um pedaço de carvão da lareira, Grace começa a trabalhar, fazendo anotações no mapa para mostrar que a maneira mais rápida para a Rússia penetrar as defesas navais dos EUA é navegando pelo Oceano Ártico em direção ao Atlântico Norte. Tem muito mais anotações, mas o resumo é que uma base de submarinos nucleares na Escócia, chamada Creegan, é o último lugar onde os EUA poderiam detectar um submarino russo antes que ele esteja no vasto Oceano Atlântico rumo a Nova York. Se a Escócia tivesse conquistado sua independência, teria fechado a base porque odeia armas nucleares e a interferência excessiva da Inglaterra. Mas o que odeia mais ainda é ter um alvo na testa. Grace não podia deixar isso acontecer, por isso ela organizou o ataque com o objetivo de unificar o Reino Unido (e sem a intenção de matar ninguém). “Eu assumo e vou carregar isso comigo, mas não vou deixar que destrua o presidente”, diz Grace a Kate.
“Ao assumir a responsabilidade sozinha, em vez de levar a questão ao presidente, ela carregou a culpa. E, provavelmente, se todos tivessem se reunido para conversar a respeito do assunto teriam dito que era algo terrível, mas que precisava ser feito”, diz a produtora executiva Janice Williams ao Tudum.
Sim. Creegan fica na His Majesty’s Naval Base Clyde, mais conhecida como Faslane, o quartel-general da Marinha Real e sede do arsenal nuclear britânico em Gare Loch, na Escócia. “Quando eu era criança, na Escócia, sempre falávamos de Faslane. Também protestei contra essa base quando estudava na Universidade de Glasgow. É algo que precisamos mudar, porque a Escócia é atualmente o epicentro da guerra. E, francamente, ninguém estava a favor de que os Estados Unidos nos colocassem nessa posição”, comenta Janice.

“O que o roteiro sempre faz muito bem é mostrar que todos têm argumentos para estar certos, do ponto de vista de cada um. Grace Penn sempre faz, e continua fazendo, o que considera mais responsável. Mas ela cruzou uma linha tênue que incomoda Kate”, analisa o produtor executivo e diretor Alex Graves.
Kate admite que não sabe o que faria no lugar de Grace. Em casa, ela conta tudo a Hal e diz que acha que Grace deveria permanecer no cargo, que não deveria ser punida por tomar uma decisão que precisava ser tomada. Hal continua achando que Kate deveria ser vice-presidente, mas ela responde que os dois não têm poder para escolher um chefe de estado.
Rufus Sewell explica o ponto de vista de Hal: “Grace Penn vacilou. Ela tem seus motivos? É claro, mas quem se importa? Ela fez algo errado. Essa é a nossa oportunidade de aparecer e fazer coisas maiores e melhores do que ela é capaz, pelo mundo. Grace tem ótimas qualidades, mas acho que Hal tem razão em dizer que ela tomou a decisão errada. E que ele e Kate poderiam fazer um trabalho melhor”.
Mas, para Debora, as coisas não são tão claras, e essa é a intenção. “Quero que as pessoas terminem os episódios 5 e 6 sem saber o que fariam se estivessem no lugar de Grace e se a decisão dela realmente foi errada. Então, Kate, como todos nós, às vezes acha que ela é uma vilã e às vezes acha que ela não é tão má assim. Ou será que é? Ou será que ela teria feito o mesmo se estivesse nessa posição?”
Quando Hal sugere ligar para o Secretário de Estado Miguel Ganon (Miguel Sandoval) para contar o que Grace fez e deixar o sistema judicial e o aparato de segurança nacional decidirem o que vem depois, Kate acha que ele só está fazendo isso para abrir caminho para os dois. Mas Carole (Laurel Lefkow), amiga de Kate, tem um ótimo argumento. “Quer que ele se comporte, mas quando isso acontece, você não vê. Não consegue nem detectar… Você não gosta dele quando ele é bom”, diz ela.
“Muitas vezes, o que achamos que queremos não é necessariamente o que queremos. As pessoas não se conhecem. O que elas dizem que as atrai não é necessariamente o que realmente as atrai. Não se tornar o que alguém espera de você é algo que tem seu valor”, avalia Rufus.
Ou, usando a terminologia de Kate e Hal, pode haver um conflito entre a política e o desejo.
No dia seguinte, Kate diz a Hal que ele tem razão. Eles precisam dizer a Ganon o que realmente aconteceu. Mas Hal vai ter que fazer isso, assim ela pode preservar a própria reputação. Então, Hal vai à embaixada para fazer uma ligação segura para o Secretário de Estado. Ao chegar, ele deixa o celular guardado e vai à sala segura fazer a chamada. Mas, no último minuto, muda de ideia e pede para fazer uma ligação para o presidente (Michael McKean).
Alex diz que Hal não decide fazer a ligação até o último minuto. “Quando está no carro a caminho da embaixada, ele não sabe o que vai fazer. Ele tem boas intenções e acha que está fazendo tudo pelos motivos certos, mesmo sendo ambicioso e tentando colocar Kate em um cargo público. Para mim, ele não age de forma calculista, mas por instinto”, explica o diretor.
Debora adiciona que, ao escrever as cenas de Hal, a ideia é se manter em uma linha tênue. “A decisão dele de falar com o presidente é um daqueles momentos em que não sabemos se foi uma atitude extremamente irresponsável, imprudente e estúpida ou se, na verdade, foi a decisão mais pragmática possível. Porque Ganon é uma figura questionável, ainda mais quando fica sabendo de algo por Hal Wyler, de quem ele não gosta nem um pouco. As duas perspectivas precisam fazer sentido”, pondera.
Para Keri, o lado bom de Hal é que ele sempre acha que está fazendo algo para um bem maior, para que as coisas avancem. “Por isso ele é tão divertido, horrível e charmoso, tudo ao mesmo tempo”, observa.
Alex resume: “Essa atitude é a cara de Hal Wyler. É algo ambicioso, extremamente louco e explosivo, bem do jeito dele. E acaba sendo um erro terrível”.
Enquanto Hal revela essa informação ao presidente, Kate e Grace passeiam pelos jardins de Winfield. Grace pede para Kate garantir que não vai contar a ninguém sobre seu envolvimento no ataque, e Kate concorda. Grace pretende manter seu cargo de vice-presidente, o que significa que Kate precisa parar de tentar conquistar essa posição. Kate está de acordo, mas Grace observa que ela ainda está de coque (não se esqueça que o cabelo indica a ambição de Kate de se tornar vice-presidente).
Na sede da CIA, Hal sai correndo da sala segura, exigindo desesperadamente que alguém ligue para sua esposa.
Nos jardins de Winfield, Kate reitera que não quer o cargo de vice-presidente, mas que, se o presidente pedir, sua resposta será “sim”. Grace discorda e insiste que a resposta dela deve ser “não”. Elas discutem. Kate percebe que Grace enfrentou uma situação impossível, e Grace acha que Kate teria tomado a mesma decisão.
Debora diz que, ao assistir à cena, ela e Janice estavam quase desmaiando atrás dos monitores, vendo essas duas mulheres no auge de suas carreiras se enfrentando. “Foi inspirador e muito impressionante”, elogia. (Outro detalhe impressionante é que, entre uma cena e outra, Allison e Keri passaram um bom tempo ensaiando dancinhas e repassando suas falas com vozes distorcidas.)
De repente, Stuart aparece correndo e interrompe a discussão das duas com uma ligação de Hal. Ele diz a Kate que fez uma coisa, pensando que seria melhor, porque achou que Ganon poderia tentar ganhar protagonismo. Então, Hal conta a Kate que resolveu falar com o presidente. “Ele ficou muito nervoso…”
De repente, uns 20 membros do Serviço Secreto entram correndo no jardim.
“Ele morreu, Kate”, diz Hal do outro lado da linha. “O presidente morreu. A Grace Penn é a presidente agora.”

“Que se dane a culpa. Hal tomou a decisão certa para ele, mas o resultado não foi o esperado. Assim são as estratégias de alto risco. Às vezes, as coisas dão errado, mas olhamos para trás e concluímos que, com as informações disponíveis, foi a melhor escolha possível. Então, eu respeito a decisão que ele tomou. É por isso que Hal lida bem com esse tipo de situação. É sempre questão de vida ou morte. O ponto é: quem vive e quem morre?”, reflete Rufus.
A temporada 2 termina com a câmera no rosto de Grace Penn, que vê os agentes do Serviço Secreto correndo em sua direção pelo jardim de Winfield. Durante as filmagens, em um dia nublado de março de 2024, em um campo cheio de lama na Inglaterra, Alex deu a Allison uma orientação muito específica: “o único motivo pelo qual o Serviço Secreto correria em sua direção seria porque você é presidente. Pense nisso para definir a sua reação”.
Allison diz que adorou contar com Alex nesses episódios porque confia totalmente nele, já que os dois trabalharam juntos por muitos anos em West Wing: Nos Bastidores do Poder. “Ele sempre dá orientações que me ajudam e influenciam a minha personagem”, diz a atriz.
Ato Essandoh descreve a experiência de filmar essa sequência: “Parecia uma cena de Matrix. Eles voam para fora da casa e pegam a vice-presidente. Foi pura adrenalina”.
“O presidente está morto, e quem é fã da série já começa a imaginar o que vem por aí: Grace vai se tornar presidente. Mas o que isso significa para Kate e Hal?”, reflete Alex. Os dois sabem o que ela fez, mas será que eles vão conseguir contar para mais alguém? Será que essa seria uma jogada inteligente? Afinal de contas, agora, a presidente é ela.
Depois que a equipe criativa decidiu que Grace estaria por trás do ataque ao navio, os roteiristas começaram a pensar em como piorar essa situação. “Resolvemos dar mais poder a ela, colocá-la em uma posição em que ela assume o cargo de presidente. Sempre nos perguntávamos o que as pessoas fariam se descobrissem que o chefe é um criminoso de guerra. E 99,9% das vezes, elas simplesmente iriam trabalhar do mesmo jeito”, explica Debora.
Vamos descobrir como essa história se desenrola quando A Diplomata voltar para a temporada 3.
Assista à temporada 2 de A Diplomata agora mesmo.






























































































