





O amor pode ser cego, mas… será que ficaria mais gato com um piercing e um corte de cabelo diferente? Para Aneha, uma das solteiras de Boston que participam da temporada 11 de Casamento às Cegas, essa dúvida continuou no ar depois de ver seu noivo, Cam, pela primeira vez.
Apesar de uma apresentação cara a cara bastante constrangedora, a revelação não terminou em ghosting, como aconteceu com outro casal desta temporada. Em vez disso, a conexão que os dois construíram nas cabines foi forte o bastante para resistir a um jeito de se comunicar que nem eles mesmos consideram adequado para todo mundo.
“Posso ser um pouco insolente. Digo um monte de besteiras que às vezes nem quero dizer, mas no fundo tenho um coração bom. Só queria alguém que me entendesse do jeito que eu sou”, conta Aneha ao Tudum. E ela encontrou isso em Cam, que diz ter se encantado com a energia contagiante dela e com a forma como ela desperta a melhor versão dele. “Quando a gente assiste ao programa, parece que ela não estava tão a fim de mim. Mas não foi assim que me senti”, comenta ele.
Às vésperas dos novos episódios de Casamento às Cegas, o casal reflete sobre sua trajetória, das cabines ao retorno a Boston, e explica sua dinâmica para quem ainda não entendeu muito bem como ela funciona.
Pode acreditar: o vínculo entre Cam e Aneha vai muito além do gosto compartilhado por piadas de tiozão. “Ele brinca bastante, mas, além das aparências, conseguiu me contar sobre o passado e a família dele. Eu queria alguém assim, humilde, que não tivesse crescido com tudo de mão beijada”, comenta Aneha e complementa dizendo que, com Cam, encontrou um espaço seguro para compartilhar coisas sobre as quais não gosta muito de falar.
Cam também sentiu essa conexão, a ponto de imaginar um futuro com alguém que nunca tinha visto. “Comecei a idealizar e planejar uma vida com ela que me agradava muito”, explica. Aneha conta que, quando Cam terminou com Malaine, seu outro relacionamento nas cabines, se sentiu escolhida de verdade pela primeira vez na vida: “Sou daquelas que precisam ouvir palavras de reafirmação o tempo todo, e ele me deu isso”.

Ter química nas cabines é uma coisa, mas se encontrar cara a cara é outra totalmente diferente. Para Cam, o dia do encontro começou com o pé esquerdo, antes mesmo de conhecer Aneha. Entre perder o terno e enfrentar atrasos na produção, ele já estava uma pilha de nervos quando as portas se abriram. “Fiquei esperando umas nove horas. Mas era um momento muito importante, e eu deveria estar superemocionado e cheio de energia”, relembra ele.
Aneha admite que ficou um pouco surpresa quando Cam apareceu. “Ele era bem diferente do que eu imaginava. Não dá para dizer que senti atração por ele logo de cara. Mas me apaixonei por esse homem por causa das conversas e aceitei quando ele me pediu em casamento. Ele é tão lindo por dentro que a atração pode acabar surgindo”.

Mas a primeira impressão de Aneha não foi o motivo da falta de contato físico entre os dois. Muito antes do grande momento, ela já havia deixado seus limites bem claros. “As pessoas acham que só porque não teve beijo na revelação, isso quer dizer que eu não gosto dele. Não é isso. Venho de uma família mais conservadora e preciso ser fiel a mim mesma”, explica. Cam diz que entendeu o recado, mesmo que as coisas tenham acontecido de um jeito meio desajeitado: “Teve um momento rápido em que eu olhei para ela e tentei me aproximar um pouquinho, mas ela virou o rosto. Aí eu entendi que ela não estava à vontade. E tudo bem”.
Aneha quer que o público saiba que as câmeras não registraram a história toda. “Teve beijo depois, tá? Vocês não viram. Mas também não precisam ver, porque é algo só nosso”, revela. Cam conta que, quando as câmeras foram desligadas no México, o tão esperado primeiro beijo ajudou a aliviar boa parte da ansiedade: “Finalmente tivemos um momento sem toda aquela pressão”.

Sem beijo e sem champanhe para quebrar o gelo, já que Aneha não bebe, os dois preencheram o silêncio do único jeito que sabem: com piadas e algumas opiniões não solicitadas sobre o estilo de Cam. Aneha confessa que fala pelos cotovelos e, às vezes, acaba se metendo em encrenca por causa disso, pois não suporta silêncio. Ela coloca a culpa no nervosismo por sugerir que Cam adotasse um “corte de cabelo mais badboy” e talvez colocasse um piercing: “Sinceramente, não faço ideia de onde tirei isso, e peço mil desculpas. Não quero um badboy. Só queria que o cabelo dele ficasse mais raspado do lado”.
Ao relembrar a situação, Aneha é a primeira a admitir que poderia ter escolhido melhor as palavras. “As pessoas comentaram que era Casamento às Cegas, não Monte Seu Namorado. É justo, faz sentido, entendi. Para falar a verdade, acho que não deveria ter dito tudo aquilo. Só estava tentando flertar. Queria ser fofa, mas não foi o que pareceu”.

Cam conta que levou tudo numa boa. “É difícil dizer que foi engraçado, mas consigo ver humor em muita coisa. Depois, fiquei pensando se ela me odiava. Não lido muito bem com gente me dizendo o que fazer. Tem que me aceitar do jeito que sou”. Como adora piadas, ele entrou na brincadeira antes da viagem ao México e comprou um brinco de pressão só para provocar Aneha: “Eu ia aparecer de brinco, mas acabei esquecendo”.
“Ela apontava coisas em mim que talvez quisesse mudar. Pensei que isso pudesse pesar na decisão dela de continuar comigo. Mas, quando chegamos ao México e ficamos juntos, boa parte dessa tensão desapareceu”, conta Cam.
Aneha atribui a má impressão de que é “malvada” ao jeito como ela e Cam se comunicam. “Fui um pouco maldosa com ele, mas eu amo esse cara. Não quis dizer aquilo”, explica. Além disso, ela diz que Cam não se incomoda tanto com provocações bem-humoradas e gosta que peguem no pé dele: “Nós dois somos de Boston e, por lá, as coisas são diferentes”.

Aneha gosta de se definir como uma “mulher tradicional moderna” e não esconde que quer um parceiro capaz de sustentá-la.
“Quero ter uma carreira incrível, mas o homem precisa estar no comando”, explica ela. Quando os dois chegaram a um impasse sobre o orçamento do aluguel, a conversa tocou em um ponto sensível. “Eu disse a ele que teria que desembolsar mais de 1.200 dólares, e ele respondeu que esse era o máximo que podia pagar. Isso mexeu com as minhas emoções. Não quero ter que me sustentar, quero alguém que faça isso por mim”.
Cam, por sua vez, diz que se sentiu encurralado nas conversas sobre dinheiro: “Não tem como duplicar meu salário da noite para o dia. Isso está fora do meu controle”. No fim, ficou claro que os dois não estavam tão alinhados quanto imaginavam em relação ao futuro que queriam construir juntos. “Se alguém me desse 200 mil dólares de presente, eu continuaria morando no mesmo lugar. Todo mundo quer coisas diferentes, mas, quando se trata de compatibilidade em um relacionamento, isso pode, sim, virar um obstáculo”, reflete ele.

A família acrescentou mais uma camada de complexidade à relação, sobretudo porque os pais de Aneha mantiveram certa distância do processo. “É claro que um casamento significa muito, ainda mais para a minha família”, diz Aneha. Mas, à medida que ela e Cam se aproximavam do altar, o apoio das pessoas queridas se tornou motivo de tensão.
“Não gosto muito de falar da minha família porque isso diz respeito a eles. Faz pouco tempo que consegui chegar a um ponto em que posso conversar com a minha mãe sobre homens, por exemplo. Até essa experiência atual, acho que ela nem imaginava que eu já tivesse beijado alguém… Para eles, é um salto enorme sair da ideia de que eu nunca beijei ninguém para me ver prestes a me casar”, explica ela.
Cam diz que essa questão foi um dos aspectos mais desafiadores do relacionamento. “Eu não teria conseguido passar por isso sem a minha família. É difícil encontrar o equilíbrio entre entender que esse processo é uma loucura e, ao mesmo tempo, querer criar um vínculo com a família dela. Mas, no fim das contas, a escolha é dela”, comenta ele.
Para descobrir o que acontece com Cam e Aneha, assista aos novos episódios da temporada 11 de Casamento às Cegas, que acompanham os dois e os outros casais de Boston que ficaram noivos rumo ao dia do casamento.












































