





Pompons para o alto e que comece a disputa: nunca foi tão acirrada a competição por uma vaga no grupo de cheerleaders do Dallas Cowboys. Com a popularidade da equipe explodindo nas redes sociais e o sucesso mundial de As Cheerleaders do Dallas Cowboys, Kelli Finglass e Judy Trammell precisam fazer alguns dos cortes mais difíceis desde que assumiram o comando desse lendário grupo.
Com 30 veteranas da temporada anterior de volta aos testes, restam apenas seis vagas disputadíssimas. Na temporada 3, já disponível na Netflix, o vencedor do Emmy® Greg Whiteley volta a acompanhar a trajetória de queridinhas do público como Reece, Kleine e Charly, além de novatas como Savanna, Parker e Faith. A última veio da Nova Zelândia até Dallas, prova de que a fama do grupo já atravessou fronteiras.
Mas quem vai conseguir chegar até o fim e garantir uma vaga no grupo de cheerleaders do Dallas Cowboys na temporada 2025–2026? Continue lendo para conhecer algumas veteranas, novas candidatas e as treinadoras que dão a palavra final.

Kelli Finglass, a destemida líder do DCC, é exigente na hora de escolher talentos, mas também precisou conquistar seu espaço. Kelli fez parte do grupo de cheerleaders do Dallas Cowboys de 1984 a 1989, até Jerry Jones convidá-la para a equipe de liderança como diretora assistente. Em 1991, ela assumiu o cargo de diretora. E, embora as cheerleaders do Dallas Cowboys apoiem o “time americano” desde a década de 1960, Kelli teve um papel fundamental na transformação do grupo em uma potência mundial altamente lucrativa. No DCC, precisão, disciplina e excelência são inegociáveis. E responder aos comentários dela com o obrigatório “Sim, senhora” também.

Adora a coreografia mundialmente famosa do DCC ao som de “Thunderstruck”, do AC/DC? O mérito é da discreta e dedicada Judy Trammell, que criou todas as coreografias do grupo e comanda cada chute alto que chega ao campo. Ex-integrante do DCC, Judy fez parte do grupo de cheerleaders de 1980 a 1984. Depois de se aposentar, passou a trabalhar nos bastidores como coreógrafa assistente até assumir o cargo de coreógrafa-chefe em 1991. “O nível das participantes melhora ano após ano, e isso me desafia a acompanhar as tendências nas coreografias e garantir que tudo esteja no melhor nível possível. Elas estão boas demais agora”, contou anteriormente ao Tudum.

(segunda à direita)
“Como cresci dançando, o DCC sempre foi uma daquelas organizações icônicas que eu admirava de longe”, conta Anna Kate. Antes de entrar em campo, ela se dedicou ao balé, sapateado, jazz e dança contemporânea, participou de competições nacionais em convenções de dança e integrou a equipe de dança da escola antes de seguir a carreira na Texas Christian University. Sua maior motivação e referência é a família, incluindo os irmãos Wilson e Caroline. Caroline também já fez parte do DCC e ajudou a inspirar o caminho de Anna Kate. “Minha família, meus amigos, colegas de equipe e mentores convivem comigo todos os dias, então a opinião deles pesa muito mais do que os comentários de quem só vê alguns momentos meus na tela. E, quando não estou nos ensaios, ajudo famílias a alcançar seus objetivos”, diz ela. Anna Kate valoriza disciplina e liderança, qualidades que também leva para seu trabalho em tempo integral como planejadora financeira.

Ariel se apaixonou pela dança aos 7 anos e continuou se dedicando à atividade durante o ensino fundamental e o ensino médio. Natural da Louisiana, estudou na LSU e foi selecionada para ser Tiger Girl, conquistando com a equipe um título nacional. Orgulhosa de suas raízes, ela adora o Mardi Gras e sonha em convidar Beyoncé e Michelle Obama para um jantar. Mas, no dia a dia, é com as colegas de equipe que costuma dividir as refeições. “É muito reconfortante passar por esse processo ao lado de outras mulheres. Você percebe que compartilhamos muitos sentimentos, como empolgação, ansiedade, estresse, incerteza. Com isso, nos sentimos validadas. Não importa em que ponto dessa jornada você esteja, estamos todas no mesmo barco, correndo atrás do mesmo sonho e enfrentando os mesmos desafios”, conta Ariel.

Ava tem anos de treinamento competitivo em balé, ponta, sapateado, jazz, hip-hop, dança lírica e dança moderna. Natural de uma cidade pequena, ela dançou com a Springfield Ballet Company, participou de montagens de O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes e continuou sua trajetória tanto na equipe de dança da escola quanto na equipe de dança da University of Kentucky. Mas nada poderia tê-la preparado para a emoção de se apresentar para o mundo todo. “Acho que a série da Netflix deu uma visibilidade enorme ao DCC, não só nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. É incrível ver pessoas de origens e até de países diferentes correndo atrás do mesmo sonho. Dá para sentir o clima de competição, e o nível das participantes parece melhorar ano após ano. Isso é inspirador e faz com que todas nós tentemos dar o nosso melhor”, conta Ava.

O sonho de Charly de se tornar dançarina começou assim que ela aprendeu a falar. Natural da Califórnia, treinou por 16 anos antes de entrar para a equipe de dança da Arizona State University, onde descobriu o quanto gostava de se apresentar em grupo. Depois de chegar à fase final do acampamento do DCC em 2023, ela se mudou para Dallas para continuar correndo atrás do sonho e acabou conquistando uma vaga no grupo. Charly também superou desafios pessoais, como usar um colete ortopédico por sete anos por causa da escoliose, uma experiência que fortaleceu sua perseverança e ampliou sua forma de enxergar as coisas. “Sempre soube que participar da série da Netflix traria mais visibilidade e, com ela, opiniões e conversas diferentes. Sempre digo que, se você der peso demais às coisas boas, inconscientemente também vai dar peso às ruins, e isso pode levar você pelo caminho errado. Para mim, o mais importante sempre será continuar com os pés no chão e fiel a quem eu sou”, conta Charly.

Kelee começou a dançar ainda na infância e, no ensino médio, assumiu posições de liderança na equipe de dança antes de passar dois anos como Rangerette da Kilgore College. Nesse período, atuou como Right Middle Officer, uma das líderes da equipe, e também dançou com a Industry Dance Company da faculdade. Ela fez os testes para o DCC em busca de um desafio, tanto como artista quanto no lado pessoal, atraída pela cultura de excelência, serviço e união entre as integrantes. Para Kelee, a parte mais gratificante dessa experiência foi criar amizades duradouras com mulheres dedicadas e inspiradoras e construir lembranças que espera guardar por muitos anos.

Kelly se especializou em dança no ensino médio e depois entrou para a equipe de dança da Rutgers University, com a qual participou de competições nacionais durante os quatro anos da faculdade. Seus pais são sua maior inspiração: eles tiveram a coragem de imigrar para os Estados Unidos em busca de novas oportunidades e ensinaram à filha a importância do trabalho duro, da perseverança e de correr atrás dos próprios sonhos sem medo. O espanhol foi o primeiro idioma de Kelly, que valoriza suas raízes e procura causar um impacto positivo na vida de outras pessoas. “Não entrar para o grupo no meu primeiro ano de testes talvez tenha sido a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Isso mudou minha perspectiva de vida e me ensinou lições valiosas sobre resiliência, crescimento e confiança no processo. Desde então, tem sido muito especial ouvir jovens dançarinas dizerem que eu as inspiro a correr atrás de seus sonhos”, conta Kelly.

Natural de Richmond, no Kentucky, Kleine se formou na University of Kentucky, onde também integrou a equipe de dança. Destemida e aventureira, ela encara os arrependimentos simplesmente como lições aprendidas. “Meu superpoder é ser eu mesma de verdade.” Sua maior motivação vem da família e do marido, Luc, que sempre a apoiaram em cada decisão. Kleine também é muito próxima dos irmãos, Kelsey e Nicholas, e dos dois gatinhos, Poosh e Momo. E considera as outras integrantes do grupo parte da família. “Estar no DCC é como estar cercada pelas suas irmãs mais próximas. Todo mundo torce pelo sucesso de todo mundo. No fim das contas, sua única competição é você mesma”, conta Kleine. Divertida, destemida e aventureira, ela ainda tem um lado musical: toca piano, clarinete e ukulele.

(ao centro)
Kylie se formou na University of Mississippi, onde passou quatro anos como Rebelette. Antes de descobrir sua paixão pela dança no ensino médio, ela competia na ginástica e chegou ao nível nacional como atleta de nível 9. Inspirada pelo altruísmo e pela dedicação da mãe, Kylie é conhecida pela lealdade, empatia e determinação em sempre dar o melhor de si. Para ela, uma das maiores recompensas dessa experiência são as amizades que construiu no grupo. E, para os próximos anos, espera viajar pelo mundo com a família e os amigos.

A paixão de Lea pela dança começou aos 3 anos e só cresceu desde então. Divertida, versátil, ousada e apaixonada pelo que faz, ela precisou aprender a lidar com as próprias inseguranças e com a tendência de se cobrar demais. “Espero que as pessoas se lembrem de que tem alguém por trás do uniforme, que está dando o melhor de si enquanto enfrenta a vida dentro e fora de campo. Com mais gente de olho no DCC, também vieram mais opiniões e comentários, então precisamos nos apoiar mais do que nunca”, conta Lea. Nas horas vagas, ela valoriza prazeres simples, como estar junto e fazer refeições com quem ama. E também tem um lado brincalhão: seu talento secreto é imitar Boo, de Monstros S.A.

Madeline se apaixonou pela dança aos 6 anos, e essa paixão a levou a se apresentar com as Pep Dancers da Oklahoma City University. Sua mãe é sua maior referência e fonte de motivação, e Madeline se inspira na possibilidade de causar um impacto positivo na vida de outras pessoas. Alegre, carinhosa e cheia de personalidade, ela sonhava desde criança em entrar para o DCC e transformou esse sonho em realidade após anos de dedicação e muito trabalho. “É uma experiência única porque, ao mesmo tempo que todas estão disputando a mesma oportunidade, também criamos amizades de verdade. Ninguém entende tão bem as emoções, os desafios e a empolgação desse processo quanto as mulheres que estão passando por tudo isso ao seu lado”, conta Madeline. Fora da dança, ela gosta de passar tempo com os cachorros Bogey e Murphy e sonha em viajar pelo mundo e conhecer novas culturas.

Megan se formou na San Diego State University, começou a dançar aos 3 anos e chegou a ser capitã da equipe de dança da SDSU, ajudando a equipe a conquistar um título nacional histórico. Determinada e gentil, ela coloca a família acima de tudo. Fora da dança, gosta de passar o dia na praia e participar de noites de jogos com os amigos. Ela tem um talento impressionante: sabe recitar de cor Como o Grinch roubou o Natal, palavra por palavra. Com os gatos Joey e Chloe em casa, na Califórnia, e uma paixão pela performance que a acompanha desde sempre, Megan procura levar carinho, dedicação e alegria a tudo o que faz. “Aprendi com Kelli e Judy que talento é só uma parte da equação. Elas procuram mulheres que saibam ouvir orientações, sejam resilientes e consigam lidar com a pressão com tranquilidade. Durante os testes, elas me ensinaram a importância de continuar evoluindo sem deixar de ser fiel a quem você é e ao que torna você única”, conta Megan.

(à direita)
Natural de Jacksonville, na Flórida, Reece tem a fé como um dos pilares de sua vida e diz que não conseguiria viver sem ela. Como uma verdadeira garota da Flórida, ela adora passar o dia na praia e aproveitar prazeres simples, como caminhar com o marido e a cachorra Ruby, comprar flores no mercado e terminar o dia com comida mexicana e cookies com gotas de chocolate. Reece começou a dançar aos 3 anos e, desde então, treinou intensamente em diversos estilos. Ela também diz que consegue cantar junto com qualquer música da Disney. Para saber mais sobre essa queridinha do público e descobrir por que ela decidiu pendurar o icônico uniforme no final da temporada, confira a entrevista de Reece ao Tudum.

(à esquerda)
Sonhadora desde sempre, Tori cresceu admirando o grupo de cheerleaders do Dallas Cowboys e chegou a participar do DCC ainda na categoria júnior, o que tornou sua trajetória até o grupo ainda mais especial. Ela valoriza muito a união entre as integrantes e considera entrar para o DCC sua maior conquista. Para o futuro, sonha em viajar, formar uma família e, um dia, criar com a irmã um programa ou estúdio de dança que inspire a próxima geração. Depois de ser eliminada do acampamento em 2020, Tori voltou mais forte do que nunca e com uma nova perspectiva. “Kelli e Judy valorizam garotas de todos os tipos de origem e trajetórias. Elas não querem cópias da mesma pessoa. Querem pessoas autênticas, genuínas e 100% fiéis a quem são. É importante chegar sendo você mesma”, conta Tori.

Brenley nasceu e cresceu na região de Dallas–Fort Worth, e a organização dos Cowboys sempre fez parte de sua vida. “Quando entrei nesse processo, sabia que seria uma das experiências mais desafiadoras da minha vida.” Criativa e divertida, ela sabe de cor boa parte das músicas de Hamilton, adora as viagens em família ao Six Flags, que trazem lembranças da infância, e divide a casa com os três gatos, Mumford, Gravy e Appa. Brenley também tem muito orgulho de suas raízes, que incluem até um surpreendente parentesco com Johnny Cash, e sonha em conhecer Dubai um dia. Por enquanto, porém, toda a sua atenção está voltada para outro sonho: entrar para o DCC. “Ser considerada para uma vaga neste grupo representa anos de trabalho duro, sacrifícios e fé em um sonho que, às vezes, parecia maior do que eu. Sempre serei grata por isso”, conta Brenley.

Dayton está de volta, depois de já ter feito os testes para o grupo duas vezes antes desta temporada. Criada em McKinney, no Texas, ela tem uma ligação com o grupo de cheerleaders do Dallas Cowboys desde antes de nascer. Sua mãe, Shelly, coreógrafa associada da organização e integrante da turma de 1989 do DCC, estava grávida de Dayton durante sua última temporada no grupo. “Assisto aos testes finais desde os 12 ou 13 anos, e a competição sempre foi acirrada”, conta ela. Dayton começou a dançar aos 3 anos e, desde então, vem construindo uma trajetória baseada em anos de treinamento e apresentações. “Só o fato de estar entre as últimas candidatas com chance de entrar para o grupo já é uma grande conquista, e tenho orgulho de todo o trabalho que fiz”, diz Dayton.

Antes de fazer os testes para o DCC, Emily A. trabalhou por quase um ano em um navio de cruzeiro. Natural de Medford, no Oregon, ela é conhecida pelo cabelo preto intenso. Para os momentos de ansiedade, ela ainda mantém por perto o cobertor que tinha quando bebê. Emily conhece Taylor, integrante do DCC, desde a infância. “Minha vida mudou muito desde que fiz os testes. Percebo isso principalmente na minha dedicação e na forma como enfrento os obstáculos. Antes, minha motivação vinha sobretudo dos meus pais, professores de dança e outras pessoas que diziam o que eu deveria fazer e como fazer. Depois de passar por esse processo, encontrei dentro de mim uma nova motivação e uma disciplina que eu não tinha antes. Hoje, trabalho mais do que nunca e me esforço porque eu quero, não porque alguém está mandando”, conta Emily A.

Faith veio da Nova Zelândia, onde conquistou títulos regionais e nacionais de dança antes de seguir carreira profissional. Depois de se apresentar a bordo de uma grande companhia de cruzeiros, ela agora espera se tornar a primeira cheerleader neozelandesa do grupo. “Como vim do outro lado do mundo, fiquei com medo de precisar mudar quem eu era para me encaixar, mas aconteceu justamente o contrário: ser fiel a mim mesma foi o que me fez chamar atenção”, conta Faith. No começo, as orientações de Kelli e Judy foram um pouco intimidadoras, mas ela logo aprendeu a lidar com o feedback. “Correções não são críticas. Elas enxergam seu potencial e querem que você evolua. Quando passei a encarar as coisas dessa forma, todo o processo ficou menos assustador e mais parecido com um desafio que eu era capaz de superar.” Faith é uma de cinco irmãs de uma família muito unida, adora doces e sonha em viajar pelo mundo, especialmente para as Maldivas.

A paixão de Jenna pela dança e pelas apresentações começou aos 2 anos e a acompanhou até a vida adulta, quando passou a treinar para competições. Mais tarde, ela entrou para o University of Oklahoma Pom Squad, se apresentando com orgulho como parte da tradição “Boomer!”. Jenna fala abertamente sobre sua história: nasceu com lábio leporino e conta essa experiência com sinceridade e confiança. Fora da dança, ela também tem alguns talentos curiosos, como recitar o alfabeto de trás para a frente e ter grande flexibilidade nas articulações. Um de seus sonhos é conversar com pessoas que admira, como Drew Barrymore e até Barack Obama. “Desde que fiz os testes para o DCC, minha vida mudou de formas incríveis. O processo me tirou da zona de conforto, me ensinou a ser resiliente e a lidar com a pressão. Cresci não só como dançarina, mas também como pessoa”, conta Jenna.

Parker nasceu na Carolina do Norte, cresceu no Texas e começou a dançar por diversão na Expressions Dance and Music, em College Station, antes de participar de competições pelo país. A princípio, ela planejava seguir carreira em consultoria, mas percebeu que a dança era uma vocação da qual não conseguia abrir mão. Afinal, sempre haveria tempo para um emprego de escritório. Antes de fazer os testes desta temporada, Parker integrou o Rhythm and Blue do DCC, a primeira e única equipe mista de dança e percussão da NFL. Fora da dança, ela adora montar cubo mágico, passar tempo com os cachorros Dasher e Isabella e sonhar com uma futura viagem à Itália.

(ao centro)
Batizada em homenagem à personagem-título do filme O Sorriso de Savannah, filmado em sua cidade natal, Orem, em Utah, Savanna sempre teve o DCC como objetivo. Aos 15 anos, fez sua primeira aula preparatória para o DCC antes de estudar na Texas Christian University. “Sonho em fazer parte do grupo de cheerleaders do Dallas Cowboys desde pequena, muito antes da série da Netflix. É incrível ver o quanto o programa cresceu. Dá para sentir como o processo ficou competitivo.” Independentemente do resultado dessa jornada, Savanna diz que está levando aprendizados importantes da experiência. “Aprendi com Kelli e Judy a importância do profissionalismo, da preparação e da consistência. Elas valorizam a autenticidade e querem conhecer quem você realmente é, dentro e fora de campo”, conta Savanna.



























































