



Em vários lugares dos Estados Unidos, 12 barras de chocolate guardavam algo além do doce.
Em Wonka: O Bilhete Dourado, já disponível, um novo grupo de convidados atravessa os portões da fábrica de chocolate e entra em um mundo de pura fantasia. Neste reality de competição em que tudo está em jogo, travessuras deliciosas também aguardam pelo caminho. Para sair de lá com uma fortuna para a vida toda, os participantes precisam encarar uma série de tentações de Wonka criadas para desafiá-los física, mental e moralmente.
Muita gente se inscreveu para participar da série, mas apenas 12 tiveram a chance de abrir a embalagem e encarar essa grande oportunidade. “Os participantes receberam uma barra de chocolate, mas não sabiam se havia um bilhete dourado dentro dela até o momento em que abriram”, conta a showrunner Alison Holloway.
Roald Dahl, é claro, serviu de inspiração para as duplas que entram juntas na fábrica. Wonka: O Bilhete Dourado amplia a ideia do que podem ser parcerias significativas: melhores amigas de longa data que se consideram irmãs, casais desde o colégio que nunca fogem de um desafio, mãe e filho competindo para deixar a avó orgulhosa e muito mais. Como resume a showrunner Emer Harkin: “Aquela pessoa com quem você iria até o fim, sem a qual você não consegue viver”.
Alison e Emer procuravam algo especial em cada participante. Mas não era apenas quem tinha encontrado o bilhete que importava. “Também prestamos muita atenção à pessoa importante que cada participante levaria para a fábrica. Cada uma delas precisava ser uma personagem forte e envolvente”, explica Alison. Em outras palavras, ninguém desse grupo está ali só para acompanhar alguém.
Continue lendo para descobrir todos os detalhes deliciosamente inusitados que fazem dos 24 participantes pessoas dignas de um bilhete dourado.


Aposentada e sem medo de assumir essa nova fase da vida, Marcy se inscreveu na competição justamente porque o desconhecido a aterrorizava. “Foi nesse medo que percebi que havia oportunidades incríveis de crescimento, e gosto disso”, conta. Marcy tinha 8 anos quando assistiu ao filme A Fantástica Fábrica de Chocolate pela primeira vez e ficou fascinada com as enormes portas se abrindo para um conto de fadas feito de doces. Ela diz que sempre sonhou em viver aquele momento. Marcy sabia que sua melhor amiga de 20 anos sempre quis participar de um reality show. Por isso, quando o bilhete dourado apareceu em suas mãos, foi em JoAnne que pensou na mesma hora. Assim que recebeu a ligação, JoAnne deixou o marido em casa, no Arkansas, EUA, para oferecer à amiga seu senso de humor e apoio infinito.
Quando o assunto é doce, as duas se equilibram muito bem. JoAnne seria como um Laffy Taffy, com suas piadas impressas no verso de cada embalagem: “Não sou uma pessoa séria e vejo humor na maioria das coisas”. Marcy se descreve como alguém macia por fora, mas com uma certa crocância por dentro; doce na primeira mordida e mais resistente do que parece. As duas concordam que estão preocupadas com a possibilidade de enfrentar uma competidora do tipo Veroca Sal, aquela raposinha esnobe, nas palavras de Marcy. Mas ela diz que sabe lidar com isso, pois é uma garota de Nova Jersey.

A primeira lembrança de Garrison de A Fantástica Fábrica de Chocolate é do vovô José dizendo a Charlie que ele tinha a mesma chance que qualquer outra criança de encontrar o bilhete dourado. “Essa parte sempre toca meu coração, porque fui criado por mulheres que fizeram muitos sacrifícios para me dar as oportunidades que tive.” Criado pela mãe e pela avó, cresceu em uma casa onde o filme de 1971 passava sem parar. Quando a saúde da sua avó piorou, ele se inscreveu na série para agradá-la, sem imaginar que o bilhete dourado acabaria em suas mãos. Garrison afirma que é uma chance de ganhar uma quantia de dinheiro capaz de mudar sua vida e cuidar das mulheres que mais importam para ele: a noiva, a avó, a mãe e as irmãs.
Quando o neto e filho dedicado de uma cidade pequena de Nova Jersey escolheu sua mãe, Shawn, a sala de chocolate ficou um pouco mais doce. “Entre todas as pessoas da vida dele, ele escolheu a mãe. Ainda me emociono quando penso nisso”, conta Shawn. Assim como Charlie Bucket, a família vem em primeiro lugar para os dois. Quando perguntamos qual doce seriam, fica claro por que formam a dupla perfeita. Shawn seria uma bala dura, com um formato que não racha sob pressão, e Garrison seria uma bala de goma de ursinho. “É raro encontrar uma bala dessas sozinha. Comigo é a mesma coisa. Estou no meu melhor quando estou cercado pelas minhas meninas”, diz ele.

Jackson, um barman do Texas, cresceu lendo os livros de Roald Dahl. Assim como Charlie Bucket, ele entra pelos portões da fábrica acompanhado do avô Ray. “Ele é um guerreiro e nunca desiste. Por que eu não iria querer esse homem no meu time?”, questiona Jackson. Ray, carinhosamente conhecido como Poppy, tirou folga da aposentadoria, na Flórida, para encarar o desafio. Ser escolhido para essa oportunidade única na vida é difícil de colocar em palavras, mas Ray não pretende decepcionar o neto. Os dois viajam juntos desde que Jackson era criança e estão confiantes de que conseguem enfrentar qualquer coisa lado a lado.
Assim como leite com chocolate, Jackson é cheio de personalidade e se identifica com o rei dos doces em si. “Wonka está no centro do palco logo no começo do filme e faz o que precisa ser feito”, diz ele. Ray diz que se considera uma combinação meio maluca e se compara a uma barra de Snickers. Embora saiba que sua idade possa fazê-lo perder um ou dois passos para os competidores mais jovens, ele espera compensar a diferença mantendo a boa forma. Além disso, Jackson está disposto a assumir qualquer tarefa que o avô não consiga fazer nos desafios e diz que simplesmente vai deixar a adrenalina assumir o controle.

Assim como Pop Rocks, seu doce favorito que estala na boca, Kayla se descreve como expressiva, cheia de energia e de surpresas. Durante a infância, ela foi ensinada a disputar em tudo, da dança aos estudos, e diz que espera que os outros sejam igualmente competitivos. Embora saiba que sua ambição incansável possa ser desagradável, Kayla faz questão de separar o jogo das relações pessoais. Ela atribui sua natureza competitiva ao pai, Bill, que, segundo ela, é um mestre em quebra-cabeças, conhecimentos gerais e desafios físicos. O vendedor corporativo aposentado gosta de se imaginar como uma trufa de chocolate com recheio de licor. “Por fora, pareço um homem comum de 63 anos. Mas, quando você descobre o que existe aqui dentro, percebe que não sou nada disso”, diz ele.
A dupla de pai e filha tem uma ligação afetiva com o universo de Wonka e guarda lembranças especiais de quando assistiu ao filme de 1971 juntos, o que deu origem a uma piada interna na família. “Quando Kayla ficava exigente, eu imitava a Veroca Sal quando ela dizia: ‘Eu quero AGORA, papai’. A Kayla não gostava”, lembra Bill. A filha se descreve como uma Veroca Sal refinada, acrescentando que gosta de uma garota que sabe o que quer e corre atrás. Mas ela não é de fazer birra. “Meu pai fez questão de me ensinar a ser determinada sem deixar de ser gentil e respeitosa”.

Essa dupla de mãe e filha está acostumada com competição. Kellye foi coroada Miss Tennessee e depois Miss América, enquanto Tatum foi coroada Miss Virginia e também competiu pelo título de Miss América. Quando Tatum descobriu que havia recebido o cobiçado convite de Wonka, ela queria ao seu lado apenas uma pessoa. “Tenho uma relação muito especial com minha mãe. Todas as minhas paixões e interesses, seja música, teatro ou concursos de beleza, são muito influenciados por ela”, conta Tatum. Kellye não deixaria a filha entrar na fábrica sem um pouco de apoio materno. “Eu me identifico com o vovô José porque ele faria qualquer coisa por Charlie. Sinto o mesmo. Entrei nessa aventura pela minha filha e faria qualquer coisa por ela”, diz Kellye.
As duas acreditam que seus maiores pontos fortes na competição estão na capacidade de lidar com situações de muita pressão e de encontrar pontos em comum com os mais diferentes tipos de pessoas, habilidades que desenvolveram durante os anos nos concursos de beleza. Além disso, Tatum e Kellye conhecem muito bem o universo de Wonka. “Fui escalada como Veroca Sal para a peça A Fantástica Fábrica de Chocolate quando estava na quarta série. Então, esse era o sonho que eu nem sabia que tinha e que trouxe de volta aquela empolgação pura da infância”, conta Tatum.

Criados em São Francisco, os irmãos Everett e James se aproximaram por causa do amor que compartilhavam por séries de competição em formato de reality show, mas nunca imaginaram que um dia participariam de uma delas. Everett conta que eles viviam conversando sobre quais programas topariam participar, em uma situação hipotética, destacando que, graças às séries de reality da TV, eles se viram representados nas pessoas americanas de origem asiática e queer. Embora tenham muitas coisas em comum, os dois têm pontos fortes diferentes, e foi por isso que Everett escolheu James para acompanhá-lo na fábrica. “Ele é o criativo e imaginativo, enquanto eu me vejo como o pragmático e responsável, o que combina muito com nossa dinâmica de irmão mais velho e mais novo”, diz James.
Ao entrar na competição, eles pretendem ser jogadores muito estratégicos, mas também simpáticos, que não criam grandes alvos. Para se preparar, Everett fez James assistir a Round 6: O Desafio, apontando LeAnn e Trey como exemplo de dupla poderosa. Mas, qualquer que seja o desafio da fábrica para eles, os irmãos querem se orgulhar da forma como vão lidar com as reviravoltas da competição. James diz que se identifica com Charlie, não por querer ser a estrela, mas porque o menino venceu com bons valores e caráter. Acima de tudo, eles estão ansiosos para viver essa experiência juntos. “É preciso ter um parceiro que entenda você em um nível profundo para conseguir passar por esses desafios. E essa pessoa só poderia ser o Everett”, acrescenta James.

Bryce e Taylor, de Montana, EUA, estão juntos há quatro anos e prontos para colocar a parceria à prova. “Taylor me conhece melhor do que qualquer outra pessoa, o que nos dá uma grande vantagem ao entrar na competição”, diz Bryce. Namorados desde o ensino médio, eles já passaram por muita coisa juntos (de problemas de saúde a incêndios em casa, entre outras situações) e estão ansiosos por um novo começo. “Tive dificuldade para acreditar que o bilhete dourado era real e que eu tinha a possibilidade de ver minha vida inteira mudar”, conta Taylor, acrescentando que se identifica com Charlie porque os dois compartilham a história de uma infância difícil.
Bryce é a bala de goma em forma de ursinho do relacionamento, macio e doce, com um coração de ouro, enquanto Taylor é como o doce Sour Patch Kid: um pouco azeda na primeira mordida, mas com muita doçura por baixo quando você a conhece melhor. Ela sabe ler o ambiente e pretende usar essa habilidade para lidar com qualquer truque que Wonka tenha na manga. Bryce aposta mais no preparo físico, mas sua personalidade expansiva e seu sorriso enorme não vão fazer mal na sala de convivência. De qualquer forma, essa é uma nova aventura. “Queremos viver o máximo possível de experiências juntos”, diz Bryce.

Nick e Jason trabalham juntos há uma década, animando grandes festas pelo mundo como DJs, de casamentos a eventos corporativos. “Meu ponto forte é me conectar com as pessoas”, conta Nick, que pretende usar a capacidade de ler qualquer ambiente em favor deles na competição. A dupla sabe se divertir em qualquer situação, até mesmo diante dos caprichos sempre mutáveis de Wonka. “Como time, nós nos equilibramos e conseguimos lidar com qualquer desafio que apareça pela frente”, comenta Jason.
Nick espera que o jogo não comece dando uma volta, como canta o Willy Wonka de Gene Wilder na música “Pura Fantasia”, presente no filme de 1971. “Minha maior fraqueza é ficar dando voltas e ficar tonto”, diz ele. Jason está em terreno um pouco mais firme: “Tenho uma ética de trabalho insana e uma atitude de nunca desistir no meu DNA. Sou uma pessoa estratégica na maioria das situações e tento enxergar diferentes perspectivas, além dos prós e dos possíveis contras de cada situação”.

Gabrielle e Sasha são melhores amigas desde pequenas. “Sasha é a irmã que eu nunca tive”, diz Gabrielle. “Sinceramente, não consigo me lembrar de uma época da minha vida sem ela”, acrescenta Sasha. Com 21 anos de amizade, cada uma traz seus próprios pontos fortes para a competição. Gabrielle é a estrategista da dupla, sempre pensando dez passos à frente, enquanto Sasha traz a energia que mantém as duas rindo e, ao mesmo tempo, com os pés no chão. Sasha se identifica mais com os umpa-lumpas, sempre equilibrando uma dúzia de criações ao mesmo tempo. Gabrielle fica entre a determinação para vencer de Violeta Beauregarde e a gratidão de Charlie pela magia de simplesmente estar ali.
Quando o assunto são primeiras impressões, Sasha se considera uma bala de melancia azedinha. “Sou cheia de energia, brincalhona e, às vezes, muito expansiva. Um pouco caótica e imprevisível, mas de coração genuinamente doce”, conta. Gabrielle é mais como um quebra-queixo. “No começo, minha casca pode ser um pouco difícil de quebrar. Mas, quanto mais você me conhece, mais camadas descobre”, diz Gabrielle, que prefere observar e sentir o ambiente antes de se abrir. Por dentro, ela é tão efervescente quanto Sasha é por fora.

Apesar de Austin descrever suas personalidades como quase opostas, ele e Ziad se aproximaram por causa do foco em forma física e nutrição quando se conheceram, seis anos atrás. Quando Austin recebeu seu bilhete dourado, sabia que o profundo amor de Ziad pelo universo de Wonka seria útil. “Eu desejava que fosse comigo toda vez que eu via ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’. Décadas depois, tive a chance”, comemora Ziad.
A primeira lembrança de Austin do filme é desejar todos os doces que apareciam na tela. O criador de conteúdo cresceu em uma casa onde não havia doces, então se identifica mais com o simples arroz doce com manga tailandês do que com qualquer barra de chocolate. Já Ziad sabe que é um Ferrero Rocher por natureza: um pouco espinhoso por fora, líquido e macio no centro. “Além disso, sou do signo de câncer. Então, isso vale também para os caranguejos”, brinca ele. O maior trunfo de Austin ao entrar na competição é sua capacidade de interpretar as pessoas, uma força acompanhada de uma fraqueza que ele mesmo reconhece: perdoar demais, às vezes em seu próprio prejuízo. Os pontos fortes e fracos de Ziad são parecidos: ele se recusa a jogar sujo e faz questão de se manter fiel a si mesmo.

Ava pode ser considerada a Veroca Sal da competição, com uma diferença muito importante que ela faz questão de esclarecer: “A Veroca sabe exatamente o que quer, mas espera que todo mundo consiga isso para ela. Eu sei exatamente o que quero e vou atrás disso sozinha”. Isso não significa, porém, que ela não vai aceitar uma ajudinha do pai, Jeff, na fábrica. “Meu papel é usar minha sabedoria e experiência para apoiar minha filha rumo à vitória. Não se diz ‘não’ à oportunidade de compartilhar com sua filha uma experiência única na vida”, diz ele.
Depois da faculdade, Ava se mudou de Newport Beach para Nova York, mas continuou em contato constante com o pai, pois liga para ele todos os dias para pedir conselhos sobre as decisões de sua vida. Ela desenvolveu seu negócio em Nova York por conta própria. “Meu pai me criou com uma ética de trabalho insana porque trabalhou muito para ter tudo o que tem”, diz ela. Outra coisa que Ava herdou de Jeff foi seu espírito extremamente competitivo. Ela afirma que é seu maior ponto forte e, provavelmente, sua maior fraqueza e complementa: “Charlie Bucket é basicamente o oposto de como eu ajo. Sou muito franca quando digo que quero vencer”.

Hunter desmaiou quando descobriu que tinha encontrado o bilhete dourado. “Não consigo acreditar que um cara da construção civil de Kannapolis, na Carolina do Norte, encontrou isso”, diz. A empolgação dele foi igual quando contou a novidade ao irmão, Moon. Os dois decoraram a dança dos umpa-lumpas quando eram crianças e devoraram todos os doces Wonka que conseguiram encontrar. “Quando digo que eu era obcecado, eu realmente quero dizer obcecado, conta Moon. “Não há ninguém na competição que seja fã de Wonka de verdade como nós ou que queira isso tanto quanto queremos”, acrescenta Hunter.
Crescer em uma casa com uma mãe solo fortaleceu o vínculo entre os irmãos. “Ter um irmão para enfrentar a vida ao meu lado foi a maior bênção desde que nasci”, diz Hunter. Como melhores amigos desde sempre, os dois contam que se apoiaram nos momentos bons e ruins, de desilusões amorosas na adolescência à perda recente de um irmão. “Hunter sempre foi a pessoa que acreditou em mim antes de todo mundo. Quando eu não tinha dinheiro para comprar comida, ele comprava para mim. Não existe outra pessoa que tenha feito por mim as coisas que ele fez”, conta Moon. Para Hunter, Wonka: O Bilhete Dourado (e o prêmio em dinheiro) é a próxima oportunidade de conquistar independência financeira. Depois de trabalhar em um banco, ele deu um salto de fé ao abrir sua própria empresa de construção. “Não viemos de uma família com dinheiro. Quero ser mais e poder dar mais para minha mãe”, finaliza Hunter.





































































