





Wonka nunca faz nada por acaso, e Wonka: O Bilhete Dourado também não.
Desde que o determinado jornaleiro Charlie Bucket entrou pela primeira vez na fábrica, no adorado clássico infantil de Roald Dahl, há mais de 60 anos, o icônico mundo de doces de Wonka ganhou muitas formas. A equipe por trás do novo reality de competição, já disponível, quis preservar tanto a magia do livro quanto a da adaptação de 1971, A Fantástica Fábrica de Chocolate, e no caminho deixou um verdadeiro tesouro de referências queridas pelos fãs.
A showrunner Emer Harkin conta que a equipe devorou tudo o que envolvia Wonka e tentou criar a experiência mais marcante e nostálgica possível para o elenco que entrava naquele universo. Prestar homenagem, diz ela, sempre foi a diretriz.
A série esconde muitas referências diretas para quem conhece o livro e o filme, de um rosto familiar no primeiro episódio e uma dinastia de umpa-lumpas que atravessa duas gerações aos quebra-queixos perpétuos e ao extenso contrato que os convidados de Wonka precisam assinar antes de entrar. Como sempre, Wonka recompensa quem presta atenção: continue lendo para ver se você achou todos os easter eggs de Wonka: O Bilhete Dourado.

Piscou, perdeu, mas os wonkamaníacos mais atentos não vão deixar passar. Escondido na montagem de descobertas dos bilhetes dourados do primeiro episódio está um rosto que começou toda essa história 55 anos atrás: Peter Ostrum, o Charlie Bucket original. Peter trocou a atuação pela medicina veterinária pouco depois das filmagens de 1971 e raramente reapareceu em algo ligado a Wonka desde então. Por conta disso, garantir sua participação relâmpago foi como um bilhete dourado para a produção. Emer conta que receber essa presente foi muito significativo para todos, e que ter Peter no papel de Charlie abençoando o projeto, algo que ele nunca tinha feito desde o filme original, foi um marco para a equipe.
Mas Peter não é a única participação especial. O chef celebridade David Chang (Hora do Jantar com David Chang), o apresentador do Hot Ones Sean Evans e o criador de conteúdo Zach King também aparecem.

Assim como no filme de 1971, os 24 participantes assinam um contrato enorme antes de entrar na fábrica, e as cláusulas vão fazer a diferença. O rolo gigantesco, com letra quase ilegível, vem com alguns termos e condições. Desta vez, a ordem em que os participantes assinam o contrato influencia o resultado do jogo. Aconteça o que acontecer, lembre-se: “A administração não pode ser responsabilizada por acidentes, incidentes, perda de bens ou de vida ou membros…”.

No episódio de estreia, os participantes encaram o primeiro desafio, de embrulhar o estômago: o corredor de perspectiva forçada. Construído para lembrar o cenário do filme de 1971, o corredor que encolhe tem portas cada vez mais baixas e um teto inclinado, criando uma ilusão de ótica de tirar o fôlego.
O cenário se mostrou um desafio técnico e criativo para a equipe. O diretor Rich Kim explica que a coisa engana, porque parece que só uma ou duas câmeras filmam o corredor, mas no fim são quase 12. Segundo ele, a equipe se escondia no corredor, filmando através de espelhos de dupla face, com câmeras pinhole nas portas e câmeras remotas no teto, para construir a tensão até a mágica acontecer.


Uma das principais heranças do livro e do filme para a série é a incansável equipe de cabelos coloridos de Wonka, que ajuda a conduzir os jogadores entre os desafios e os saúda com advertências divertidas e debochadas sobre o jogo. (Sim, a melodia saltitante das canções dos umpa-lumpas continua intacta em 2026.) Enquanto no filme todos eram interpretados por pessoas de baixa estatura, a versão da série traz umpa-lumpas de todos os formatos e alturas, incluindo um elo vivo com o filme de 1971.
Rusty Goffe, que retoma o papel de integrante da equipe de Wonka, conta que voltar para fazer Wonka: O Bilhete Dourado ao lado do filho, Ben, é simplesmente alucinante. Quando o projeto surgiu, ele pensou: por que não trazer o Ben também? Ben ficou radiante por contracenar com o pai e diz que dividir essa experiência com ele foi realmente especial, e que os dois se divertiram muito.


Uma das primeiras paradas do passeio no livro e no filme foi recriada em um espaço de mais de 3.700 metros quadrados, com cenários comestíveis de todo tipo, incluindo o rio de chocolate onde Augustus Gloop encontrou seu destino. Mas, diferente do rio do filme de 1971, este, apelidado de “102 mil litros de gosma de chocolate” pela showrunner Alison Holloway, não era bebível. Quase todo o resto estava pronto para ser degustado, das flores e cogumelos até a própria grama que os participantes pisavam.

No fim do filme de 1971, Charlie e o vovô José descobrem seu final feliz no escritório de Wonka, onde todos os móveis e obras de arte estão cortados ao meio. Na série, o espaço vira uma sala de acerto de contas para os jogadores em várias ocasiões. Para criar a sala, Chris Batson e a equipe reuniram itens como mesas e um relógio de pêndulo e então os cortaram ao meio de verdade. O supervisor de direção de arte Jason Sherrow conta que fazer objetos de quatro pernas ficarem em pé com duas foi desafiador, mas divertido.


Sherrow conta que tudo o que fizeram é sob medida, que ali nada se compra pronto na prateleira. Isso inclui o Wonkatania, o barco que um dia levou os convidados de Wonka por aquele túnel infame de pesadelo. Agora ele volta sem o túnel, mas não menos exigente: pilotá-lo pelo rio de chocolate espesso exige impulso de verdade, e a embarcação precisa de exatos quatro metros para parar. Rusty, que conhece o barco original, conta que ficou impressionado com a atenção aos detalhes e que é um barco fabuloso.


A Wonkavisão era o impecável estúdio de transmissão onde Miguel Tevel aprendeu uma lição sobre ser viciado demais na telinha. Na série, aparece como Wonkavisão 2.0, o lugar em que os competidores vão para encarar vários desafios no estilo game show. A versão atualizada trazia programas de auditório apresentados por um trio, que surge por holograma e entende um bocado de estratégia de jogo: Howie Mandel (Deal or No Deal, America’s Got Talent), Nick Cannon (The Masked Singer, America’s Got Talent) e Wayne Brady (Let’s Make a Deal, Don’t Forget the Lyrics!).

Em cada episódio, os participantes recebem desafios que testam desde a força física até a agilidade mental e o planejamento estratégico, todos inspirados no filme de 1971.
Quase todos os objetos marcantes do filme foram transformados para o reality, para manter os convidados atentos. O papel de parede lambível, que um dia tentou o grupo de Wonka com todos os sabores frutados imagináveis, agora também funciona como linha de chegada de um desafio, lançando os participantes em uma corrida de dar água na boca.
Os cabides em forma de mão, que assustavam os visitantes ao se esticar e agarrar chapéus e casacos, foram reinventados como o centro de outro desafio logo no início (ainda ávidos por agarrar alguma coisa). A invenção mais bem guardada de Wonka, o quebra-queixos perpétuo, ganha versão gigante em um desafio de empilhamento. E a adorada obsessão fatal de Veroca Sal, o ovo de ouro, também está de volta, ainda encerrando passeios, desta vez por eliminação em vez de um alçapão.
































































