Por que Hal virou vice-presidente em A Diplomata? O ator Rufus Sewell explica as reviravoltas da temporada 3 - Netflix Tudum

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    Por que Hal é um bom vice-presidente em A Diplomata? Rufus Sewell explica

    Salve o vice-presidente.

    Texto original de Ariana Romero
    16 de out. de 2026
Este artigo tem spoilers importantes sobre os personagens ou a trama da série.

No final do episódio 2 da temporada 3 de A Diplomata, Hal Wyler (Rufus Sewell) tem quase tudo o que sempre desejou. Ele está prestes a se tornar vice-presidente dos Estados Unidos, tem o Força Aérea 2 à sua disposição e está no topo do mundo da política. Ainda assim, ele não está nada feliz, segundo Rufus. 

Isso porque, ao embarcar na segunda aeronave mais importante do planeta, Hal se dá conta de que está sozinho. A esposa dele, a embaixadora dos EUA Kate Wyler (Keri Russell), não embarcou. Ela tomou a decisão de ficar na pista de pouso e, mais importante ainda, no posto diplomático em Londres. Kate, que a princípio era a grande aposta da família Wyler para a vice-presidência, basicamente abandonou o marido. Tudo o que resta a Hal é um voo de oito horas de volta aos Estados Unidos para pensar em cada detalhe do casamento destruído. Pelo menos, como explica Rufus, ele não fica totalmente surpreso com a atitude de Kate. 

Homem elegante de expressão séria sobe uma escadaria cercado por um grupo de seguranças de terno em uma praça com ares de espaço oficial. O clima é intenso e corporativo, transmitindo uma sensação de autoridade e segurança.

“Às vezes, é justamente quando a pessoa chega ao fundo do poço que ela consegue as coisas que achou que queria a vida toda. E ele é inteligente o suficiente para saber disso. Então, deve ter pensado que isso aconteceria. Mas, ainda assim, vão ser horas muito, muito solitárias”, conta o indicado ao Emmy® ao Tudum. 

Apesar da dor da rejeição, Hal encontra uma espécie de refúgio na correria da Casa Branca sob o comando de sua nova chefe, a presidente Grace Penn (Allison Janney). “Quando ele chega lá e se joga no trabalho, fica mais fácil”, avalia Rufus. No episódio 3, ele ganha um novo fôlego para firmar sua posição como vice-presidente e mergulha de cabeça no cargo pelo resto da temporada 3 de A Diplomata. No episódio final, a dinâmica entre Hal e Grace é tão forte e evidente que chega a acender o sinal de alerta para seus respectivos cônjuges. Mas o ator sugere que Hal é apenas um ótimo parceiro de trabalho. 

“Hal é perfeitamente capaz de ter ambição pessoal e, ao mesmo tempo, cuidar de quem está ao lado dele. Acho que isso se reflete na relação que ele e a presidente têm”, analisa Rufus. 

Então, o que Hal traz para essa nova função? Ele sempre esteve de olho em um cargo na Casa Branca? O que tudo isso significa para seu casamento cheio de idas e vindas? E o que vem por aí na temporada 4, que já foi confirmada? Bom, vista seu melhor terno e sinta-se parte do Serviço Secreto, porque Rufus Sewell está pronto para mostrar os bastidores da jornada linda e impulsiva de seu personagem em A Diplomata. 

Um homem trabalha sozinho em uma mesa grande, em um escritório formal e pouco iluminado, com bandeiras, obras de arte e móveis elegantes, criando uma atmosfera séria e contemplativa.

Hal é um bom vice-presidente? 

Rufus Sewell: Acho que sim. E a vice-presidência é um cargo difícil para muita gente. Mas ele é extremamente valioso pelo que consegue fazer nos bastidores. 

A família Wyler vai para Londres para abrir caminho e ajudar Kate a chegar à vice-presidência. Você acha que Hal também se imaginava nesse cargo? Ou o convite na temporada 3 foi uma surpresa? 

Rufus: Ele fica realmente surpreso. Acredito muito nisso: sim, ele é ambicioso, mas não pensa só nele. Também quer que os dois avancem como casal. E quer que Kate chegue longe. Na minha visão, os dois avaliam as possibilidades e pensam em qual é a melhor jogada. Sempre achei que eles querem fazer a diferença na vida das pessoas. E, para isso, precisam estar no poder. 

Se a porta que se abre é uma oportunidade para Kate, Hal está ao lado dela. Se a porta se abre para Hal, ele entra e dá um jeito de levar Kate junto. Por causa de como as coisas se desenrolaram antes do início da temporada 1, Kate teve a chance de começar a trilhar o caminho até a vice-presidência. Hal, não. Na temporada 3, outra porta se abre, dessa vez para Hal. Para ele, é simples: “Certo, essa oportunidade é minha. Antes de dizer sim, e a Kate?”

Os flashbacks do episódio 2 mostram como essa dinâmica começou. O Hal de 2010 é muito diferente de quem ele é hoje? 

Rufus: Não acho que ele tenha mudado. Ele tem medo de acabar atrapalhando uma pessoa brilhante que tem tudo para ter grandes conquistas por conta própria. Hal não quer estragar as coisas. Ele ama a Kate, mas está tentando ser prático, não egoísta.

Fiquei feliz em poder mostrar essa parte da história dos dois. Acompanhar Hal em uma posição de poder, incentivando Kate e estando sempre ao lado dela, foi ótimo. E, quando a gente compara isso com a relação dos dois hoje, tudo fica mais comovente.

O que isso revela sobre Hal? Que ele não precisa nem de aliança para pedir alguém em casamento? Um simples arame de uma embalagem de copos de festa dá conta do recado? 

Rufus: Eu adorei. É lindo e impulsivo. Mas quem está dizendo isso é alguém cujo pai saiu para comprar uma aliança de noivado e voltou para casa com uma jukebox Wurlitzer dos anos 1930. Esse foi o anel de noivado da minha mãe, ou seja, está no meu DNA. Não é algo que agrade a todo mundo, mas acho que combina muito com os dois. 

Um homem e uma mulher se abraçam do lado de fora, à noite, ao lado de carros pretos estacionados, enquanto luzes de emergência piscam ao fundo, criando um clima tenso e emocionante.

Apesar dos bons momentos, Kate ainda guarda muita mágoa de Hal, o que acaba levando à separação do casal, algo que eles mantêm em segredo. Por que você acha que ela se sente assim? 

Rufus: Existe um padrão no comportamento dele. De vez em quando, Hal se arrisca sem pensar duas vezes. Toma atitudes que têm tudo para ser heroicas ou, no mínimo, inspiradoras, e que ninguém mais teria coragem de tomar. Muitas vezes, dá certo. Aí todo mundo fica comentando sobre o que Hal Wyler conseguiu fazer. Foi justamente isso que fez dele uma lenda. Mas, de vez em quando, o resultado não sai como ele esperava. E nem sempre é ele quem sofre as consequências dessas escolhas.

Kate já viu isso acontecer algumas vezes. Nos episódios finais da temporada 3, uma das grandes questões para ela é: “O Hal é assim mesmo? Ou é o poder que faz a pessoa agir desse jeito?” Kate começa a perceber que, em breve, também estará nessa posição. Só que ela já não se deslumbra tanto com o lado bom. Ela enxerga muito bem o há de ruim em tudo isso. Kate vê Hal repetindo as velhas artimanhas e todo mundo se impressionando e sente que precisa alertar as pessoas.

Mesmo assim, eles quase sempre acabam se reaproximando. 

Rufus: Keri e eu adoramos que a relação entre esses personagens continue existindo. Ela não depende de eles estarem casados, separados ou com outras pessoas. Existe uma química entre os dois que pode se manifestar como raiva, frustração, amor, desejo ou até humor. 

Kate e Hal falam em se separar desde a temporada 1. Como foi finalmente explorar o que seria passar por uma separação tão longa?

Rufus: Eu adorei, porque foi algo novo. Foi muito interessante interpretar uma fase tão sombria na temporada 3. Há muito tempo, Kate se afasta e, pouco depois, volta para ele. Quando um relacionamento segue esse ciclo de términos e reconciliações, o casal acaba se acostumando. Mesmo quando parece que dessa vez é para valer, fica aquela sensação de que, no fim, tudo vai ficar bem. É como conviver durante anos com alguém muito, muito doente. A gente não espera que essa pessoa vá morrer. Só se acostuma com o fato de ela estar sempre doente.

Um homem de terno e crachá está em um escritório moderno, perto de um abajur e de uma parede de madeira. Ele dá de ombros, criando uma atmosfera de incerteza ou indiferença.

Mas a relação dos dois não chega ao fim de verdade. No episódio final, Kate pede desculpas a Hal, em um momento muito emocionante. Isso é algo que ela raramente faz. Como foi gravar essa cena com a Keri? 

Rufus: Foi muito tocante. Ela é uma atriz incrível. Não é uma cena fácil. Era algo que nunca tínhamos feito antes. Nós dois gostamos de explorar coisas novas, sem ficar repetindo as mesmas fórmulas. Mas esse risco sempre existe, principalmente quando as pessoas gostam muito de uma determinada dinâmica entre os personagens. O perigo é acabar insistindo nela até deixar de funcionar.

É por isso que adoro as mudanças na temporada 3. A relação entre eles toma outros rumos, e os dois passam a enfrentar uma série de problemas novos.

Esses problemas deixam a temporada 4 de A Diplomata, que já foi anunciada, ainda mais tensa. O que você está mais animado para explorar com Hal nessa próxima fase? 

Rufus: Não crio expectativas. Acho que é melhor assim. Sempre gostamos de ser surpreendidos pelo que aparece pela frente. Então, espero que ainda venham muitas novidades.

Keri Russell e Rufus Sewell falam sobre a temporada 3 de A Diplomata

Descubra o que vem por aí para Hal, Kate e o restante do elenco quando a série voltar para a temporada 4. Até lá, continue acompanhando o Tudum para mais informações da Casa Branca e assista às temporadas 1 a 3 de A Diplomata na Netflix. 

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