





É o álbum mais caro já vendido. E quase ninguém o ouviu.
O sétimo álbum de estúdio do Wu-Tang Clan, Once Upon a Time in Shaolin, foi gravado em segredo ao longo de seis anos, guardado em um elaborado estojo de prata e vendido pela primeira vez em um leilão em 2015 por US$ 2 milhões, segundo relatos. De acordo com os termos da venda, nenhuma edição comercial poderia ser lançada até 2103.
Desde então, o disco (e a história de como ele foi criado) se tornou uma lenda entre os fãs de hip-hop. Agora, um novo documentário sobre a origem improvável do álbum e sua controversa recepção vai contar essa história. Depois de fazer a estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance de 2026, Discípulo: A História de Cilvaringz, da cineasta vencedora do Oscar® Joanna Natasegara, chega à Netflix em 16 de outubro.
O filme acompanha Tarik Azzougarh, um grande fã holandês-marroquino do Wu-Tang que se apresenta como Cilvaringz. Ele conquista seu espaço no círculo íntimo do Wu-Tang Clan e se torna a força motriz por trás do disco que está no centro dessa história. O que o MC e o Wu-Tang se propuseram a fazer era menos um álbum e mais uma provocação: uma obra de arte única e inimitável, concebida como uma crítica à era do streaming, que transformou a música em conteúdo descartável, e criada com a plena consciência de que provocaria polêmica no mundo todo. O projeto foi movido por dois impulsos bem diferentes: o desejo de fazer um gesto grandioso e potencialmente controverso e a recusa do Wu-Tang Clan em fazer qualquer coisa que não fosse uma obra-prima.
O documentário marca a estreia de Joanna (Os Capacetes Brancos, Democracia em Vertigem) na direção de um longa-metragem. Abigail Anketell-Jones, Lauren Dark e Vanessa Kirby são as produtoras.
Entre os produtores executivos estão The RZA, Joe Gebbia, Jason Ropell e Abazar Khayami; David Kimbangi, Farhana Bhula e Ollie Madden, pela Film4; e Trevor Burgess, Gary Hess e James Costa, pela Bird Street Productions.
“Nos últimos cinco anos, fazer este filme foi um trabalho movido por paixão e descobertas. No começo, fui inspirada pelo amor que sentia pelo Wu-Tang desde a adolescência e por uma história sobre o álbum secreto Once Upon a Time in Shaolin, que era intrigante demais para deixar passar. Ao longo da produção, descobri muito mais sobre o motivo pelo qual Tarik, eu e muitas outras pessoas os idolatramos. Eles representam tantas coisas que são necessárias neste momento: comunidade, talento, perseverança, inovação e amor. Estou muito feliz que o público poderá passar um tempo nesse mundo que eu amo tanto”, explica Joanna.
Chloë Lambourne e Chris Dickens são os responsáveis pela edição do filme.
Discípulo: A História de Cilvaringz é um documentário da Netflix em parceria com Studio Gebbia, Film4, 36 Cinema e Sony Music Vision; uma produção da Aluna Entertainment e da Violet Films.
Continue acompanhando o Tudum para conferir mais novidades sobre o documentário antes de sua estreia na Netflix em outubro.
































