





Você acha que conhece algumas pessoas.
Como se já não fosse surpreendente o bastante para Mike McKenna (Mark Wahlberg) descobrir que sua antiga paixão dos tempos de escola, Roxanne (Halle Berry), agora é uma espiã que trabalha para uma organização governamental de elite, ele logo se vê às voltas com uma série de traições. À medida que A Liga vai chegando ao seu final explosivo, Mike e Roxanne enfrentam algumas reviravoltas nada agradáveis — e é o destino do mundo que está em jogo.
Operário da construção civil, Mike pode parecer um candidato improvável para as forças especiais, mas A Liga não é uma agência secreta qualquer. “Todo mundo adora Bond. Percebemos que talvez não tivéssemos a chance de ser James Bond, então pensamos: e se criássemos nossa própria versão de um James Bond operário?”, diz Mark ao Tudum. Essa é A Liga: uma equipe de superespiões formada por gente comum que tem mais jogo de cintura do que conhecimento técnico.

“A Liga faz o trabalho sujo para a CIA e o FBI. São trabalhadores braçais, pessoas comuns que são recrutadas pela Liga para receber treinamento de tiro, combate, inteligência e uso tático de armas. Elas aprendem todas essas habilidades especializadas, mas, na verdade, são só pessoas comuns, e é isso que as torna tão diferentes”, contou Halle para a Netflix.
A trama de A Liga começa quando um desses cidadãos comuns — Nick (Mike Colter), parceiro de Roxanne — é morto ao tentar interceptar informações importantes. Com a bandidagem em seu encalço, a Liga precisará de um novo integrante para ajudá-los a se infiltrar em um leilão ultrassecreto e recuperar os arquivos antes que seja tarde demais.
Entra em cena Mike. “Ele ainda mora com os pais, ainda trabalha no mesmo emprego, ainda frequenta o mesmo bar com os mesmos amigos e fica esperando naquele mesmo lugar, na esperança de que Roxanne entre pela porta e que ele tenha mais uma chance de mostrar que é digno dela”, explica Mark. Quando essa oportunidade surge, Mike é arrastado para a aventura de uma vida, começando por um intenso programa de treinamento.
Só que, quando chega a hora de concluir a missão, Roxanne se depara com uma surpresa nada agradável: Nick está vivo, mas não exatamente da forma como ela se lembrava dele. “Nick não só fazia parte da Liga, como também já estava nela havia algum tempo. É como se ele dissesse: ‘Acho que já superei isso. Acho que posso fazer coisas ainda maiores e melhores, ou talvez possa fazer algo que seja mais para mim’”, conta Mike Colter para o Tudum.

Nick se aliou a Juliet (Jessica De Gouw), a leiloeira que está vendendo informações da Liga para quem oferecer mais. Para ele, o que importa é o dinheiro, e que a Liga se dane. “Espero que isso seja uma surpresa para o público, quando descobrirem que cobra ele era”, diz Halle.
Com a sede da equipe na mira dos inimigos, Mike e Roxanne precisam voltar às suas origens para salvar o dia. Felizmente, eles contam com a ajuda de um velho amigo de Mike dos tempos de Jersey, e os dois são tirados do país às escondidas em uma missão de última hora para interceptar Nick e Juliet, que estão a caminho de vender as informações da Liga para uma célula terrorista. Tem início uma perseguição de carro desesperada.
Nas principais cenas de ação do filme, Mike e Mark enfrentaram um dilema parecido — aguentar o ritmo. A cena de ação final foi mais tranquila para o ator do que as sequências de luta que ele havia feito antes com Halle Berry. “Sempre que eu pensava: ‘Bom, eu não preciso fazer essa ou aquela acrobacia’, bastava ela me lançar aquele olhar, e eu pensava: ‘Beleza, acho melhor fazer. Vou acabar sendo desmascarado aqui’. E ela me acertou um golpe que eu senti de um jeito que nunca tinha sentido antes. Já fiz muitas cenas de luta, filmes de boxe, lutei boxe na vida real e nunca tinha levado uma pancada como aquela”, conta o ator, aos risos.

Claro que esse não é o único impacto que Roxanne causa em Mike. “Tivemos a oportunidade de fazer cenas de ação, mas também de explorar a complexidade de um relacionamento romântico e de trabalhar essa relação. O fato de eles serem ex-namorados significava que havia alguma coisa errada no relacionamento, e nós pudemos abordar isso de um jeito leve”, explica Halle.
E lidar com isso é exatamente o que eles fazem, eliminando Nick e recuperando as informações a tempo de impedir a venda. Tudo em um dia de trabalho para alguns representantes da Liga.
Halle e Mark são amigos há mais de 30 anos, mas este é o primeiro filme que fazem juntos — fato destacado pelas fotos do casal na juventude, na vida real, que aparecem durante os créditos finais. “Você trabalha com alguém de quem gosta muito, com quem tem química e em quem confia, e então pode embarcar em experiências divertidas porque sente que pode ser quem é de fato e que essa pessoa apoia você. E acho que fizemos isso um pelo outro”, conta ela.
A Liga já está disponível na Netflix.












































