





A Leste do Éden, de John Steinbeck, talvez seja o romance que mais representa a Califórnia, então pode ser uma surpresa saber que a nova adaptação em formato de minissérie de Zoe Kazan tenha sido filmada longe do Vale de Salinas.
A equipe e o elenco de A Leste do Éden (incluindo Florence Pugh, Christopher Abbott e Mike Faist) arrumaram as malas e desembarcaram a mais de 9.600 km de distância, na Nova Zelândia.

“Eu nunca tinha estado na Nova Zelândia, mas sempre quis conhecer. Felizmente, sou amiga do Taika Waititi, então ele me recebeu de braços abertos e me apresentou a todos os amigos dele. A cultura é incrível. O respeito pela ancestralidade e pela terra é algo que eu quero levar para minha vida todos os dias. Cheguei a pensar em me mudar para cá”, contou Florence à Netflix.
A mudança trouxe vantagens inesperadas. “Sem querer entrar demais em detalhes sobre a história da Nova Zelândia, houve um grande influxo de dinheiro na era vitoriana por causa da corrida do ouro. Com isso, muito da arquitetura da época foi preservada, o que nos deu acesso a muito mais locações do que seria possível encontrar com facilidade em uma mesma região nos Estados Unidos”, ressalta Zoe.

A paisagem natural também foi um grande atrativo. A Leste do Éden se passa principalmente no Vale do Salinas, na Califórnia, uma região agrícola importante que mudou muito desde a época em que John Steinbeck escreveu sobre ela. “Há muitos cenários intocados que seriam bem difíceis de encontrar aqui. O próprio Vale do Salinas não se parece com o que era naquela época”, destaca Zoe.
A produção também construiu cenários do zero, incluindo as casas da família Trask em Connecticut e, mais tarde, no Vale do Salinas. O diretor de arte Grant Major costumava incluir pequenos detalhes que até Zoe precisava prestar muita atenção para perceber.
“Quando fomos para a fazenda no Vale do Salinas, ele colocou cocô de passarinho falso por toda a parte, embaixo das vigas do telhado, porque os pássaros fariam ninho ali. E havia um furo de prego na parede, com uma leve marca de desbotamento, onde alguém teria pendurado uma foto de outra geração e depois retirado. Havia muitos detalhes nesses espaços que ele construiu e muita história neles”, conta Zoe.

No fim das contas, A Leste do Éden construiu sua própria Califórnia do outro lado do Pacífico. “A Nova Zelândia nos entregou muito. Agora sinto que não poderíamos ter feito isso em nenhum outro lugar”, completa Zoe.
A Leste do Éden já está disponível na Netflix.
























































