





Will, o Sábio? Está mais para Will, o Feiticeiro.
O volume 1 de Stranger Things 5, que já está disponível na Netflix, termina com a adrenalina lá em cima. E, com nossos heróis sendo atacados por um exército de Demogorgons, Will (Noah Schnapp) recorre a uma fonte improvável para salvar seus amigos: sua conexão com Vecna.
Ao se agarrar a lembranças felizes, como seu forte improvisado, o Castelo Byers, e sua amizade com Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Will responde às provocações de Vecna (Jamie Campbell Bower) derrotando os Demogorgons com seus poderes psíquicos. É um momento que completa a jornada do garoto que foi levado na temporada 1 e controlado pelo devorador de mentes na temporada 2.
“Uma das primeiras ideias que tivemos para a temporada 5 foi: ‘E se Will conseguisse controlar essa conexão e usá-la contra nossos vilões?’. Também pareceu muito natural colocar Will de volta no centro da história. “Foi ele que desapareceu na temporada 1, então era hora de fechar esse ciclo. Se alguém seria a chave para derrotar Vecna, esse alguém precisava ser Will”, conta Ross Duffer, cocriador, produtor executivo, roteirista e diretor.
Esse grande momento acontece justamente quando Will aceita quem ele é, despertando um novo poder dentro de si para acabar com o pesadelo de Vecna de uma vez por todas. “Will lidou com muita coisa ao longo das quatro temporadas anteriores. São muitas emoções e conflitos internos que permanecem sem solução. Então, queríamos que ele amadurecesse e se tornasse a melhor versão de si. E, quando consegue fazer isso, passa a controlar seus incríveis poderes”, comenta Matt Duffer, cocriador, produtor executivo, roteirista e diretor.
Mas para onde vai a história depois disso? Continue lendo para entender tudo o que rolou nos quatro primeiros episódios de Stranger Things 5 e descobrir o que aguarda nossos amigos nos próximos capítulos.

A temporada 4 terminou com Nancy (Natalia Dyer), Robin (Maya Hawke) e Steve (Joe Keery) ferindo Vecna durante o ataque na casa dos Creel, obrigando o vilão de Stranger Things a se esconder. Então, quando Vecna reaparece na temporada 5, volta determinado a cumprir sua missão.
“Sabíamos que, quando ele surgisse, esse tinha que ser um grande momento. Assim que atravessa aquele portão, você sente a presença de Vecna. Dá para sentir o quanto ele é assustador”, comenta Ross sobre a caminhada ameaçadora de Vecna pelo portão MAC-Z do exército rumo ao Mundo Invertido. A cena foi inspirada na icônica entrada de Darth Vader em Rogue One: Uma História Star Wars, de 2016.
Com Will sob seu controle, Vecna revela seu plano para remodelar o mundo. Para isso, precisa de 12 crianças, que considera os “veículos perfeitos” por serem mais fáceis de moldar e controlar. Ele também admite que foi Will quem lhe mostrou esse caminho ao transformá-lo em seu primeiro veículo, em 1983. Agora, pretende usar Will como espião pela última vez.
Mas Will reage e, com os olhos completamente brancos, protagoniza uma cena que deixou Millie Bobby Brown, intérprete de Onze, “totalmente passada”.
Noah conta que sempre sonhou em ver Will enfrentando o vilão da série. “Ele é um personagem que vive sendo deixado de lado e nunca consegue se impor. Nos primeiros episódios, dá para ver que ele quer dizer o que pensa. Interpretar alguém forte, determinado e poderoso é muito gratificante para um ator”, comenta ao Tudum.
Noah explica que o movimento que Will faz para canalizar todo esse poder seria originalmente parecido com um gesto de Onze, com a palma voltada para baixo. Mas, no fim, eles optaram por um movimento com a mão estendida e a palma para cima, como se Will estivesse puxando os poderes de Vecna para si.

Depois que as fendas se abriram no fim da temporada 4, os militares colocaram Hawkins em quarentena. Mas, longe dos olhos da população, eles vêm realizando experimentos com criaturas do Mundo Invertido em uma base militar na dimensão sombria.
À frente dessa operação está a cientista militar Dra. Kay (Linda Hamilton), cujo principal objetivo é encontrar Onze. Segundo a atriz, nada do caos ao redor desvia a personagem de sua missão. Caçar Onze é um trabalho em tempo integral, e não sobra muito espaço para gentilezas. Por isso, a Dra. Kay mantém uma relação tensa com seus subordinados e os trata como se fossem insignificantes, a menos que entreguem o que ela quer.




Enquanto isso, o tenente-coronel Sullivan (Sherman Augustus), o implacável líder militar da temporada 4, comanda uma unidade brutal conhecida como Matilha. E o nome não poderia ser mais apropriado: no episódio 3, o grupo usa uma poderosa arma sônica para neutralizar Onze por alguns instantes, até Hopper destruir o equipamento a tiros.
Para alguém com poderes como Onze, essa arma pode “literalmente incapacitar e paralisar. Ninguém mais consegue ouvi-la, mas quem tem poderes, sim. É um recurso narrativo bem inteligente”, comenta Frank Darabont, diretor dos episódios 3 e 5.

No episódio 1, descobrimos que Holly (Nell Fisher), irmã mais nova de Mike e Nancy, fala sozinha, o que preocupa sua professora e seus pais, Ted (Joe Chrest) e Karen Wheeler (Cara Buono). E, no fim das contas, eles tinham bons motivos para isso.
Vecna aparece para Holly como um amigo imaginário chamado Sr. Fulano (também interpretado por Jamie), inspirado na personagem Sra. Fulana de seu livro favorito, Uma Dobra no Tempo. Para personificar o jeito amigável do Sr. Fulano, Jamie buscou inspiração no lendário Flautista de Hamelin, assim como no ícone da televisão infantil americana Mr. Rogers. “Tudo faz parte de uma encenação, embrulhada para presente”, destaca Jamie.

Apresentado na temporada 5 como Derek Turnbow (Jake Connelly), o colega de turma debochado que vive implicando com Holly, ele parece tudo, menos um herói. Principalmente depois de perder a cabeça ao descobrir que Joyce (Winona Ryder) e companhia o doparam e sequestraram, e de se recusar a acreditar quando tentam convencê-lo de que seu amigo imaginário, também Sr. Fulano, é o verdadeiro vilão. Mas Derek muda de ideia quando seus sequestradores o salvam do Demogorgon enviado para sequestrá-lo.
Assumindo sua nova persona de “Derek maravilhoso”, ele se infiltra para ajudar a turma a tirar, às escondidas, as possíveis vítimas de Vecna da base militar e levá-las a um lugar seguro. Enquanto Lucas (Caleb McLaughlin) lidera um grupo pelos túneis subterrâneos, Mike comanda sua própria equipe no MAC-Z.
Finn ressalta que o papel de liderança vem naturalmente para seu personagem. “Mike começou como mestre de RPG e como alguém que sempre estava se preparando para um desastre, uma aventura ou para proteger os amigos. Ao longo das temporadas, ele acabou se afastando um pouco desse lado. Mas acho que, agora, na temporada final, voltou a ser o Mike da temporada 1”, comenta.
Para Caleb, a missão de resgate do grupo representa uma inversão de papéis. Na temporada 1, Lucas e seus amigos estavam completamente sozinhos enquanto tentavam desvendar uma conspiração do governo envolvendo criaturas sobrenaturais do Mundo Invertido. “Não havia ninguém para nos ajudar quando enfrentamos o Demogorgon no Mundo Invertido. Agora, somos nós que estamos protegendo essas crianças. De certa forma, estamos protegendo nossas versões mais jovens. Estamos lutando por nós, mas também por elas”, explica.

Durante quase toda a história de Stranger Things, Karen permaneceu alheia aos acontecimentos sobrenaturais em Hawkins. Mas isso muda no episódio 2, quando um Demogorgon vai atrás de sua filha caçula.
A matriarca da família Wheeler relaxa em uma banheira com espuma e uma garrafa de vinho, que ela quebra e usa como arma para defender Holly da criatura do Mundo Invertido.
O grande momento de Karen foi uma surpresa para Cara Buono. Antes de ler o roteiro, a atriz não fazia ideia de que um dia viveria uma cena como essa. “Fiquei muito empolgada porque os irmãos Duffer escreveram isso para mim”, conta.
Depois do ataque, Nancy fica horrorizada ao encontrar a irmã desaparecida e a mãe ensanguentada e inconsciente no chão da cozinha. “Acho que Nancy se orgulha de sempre ter um plano e de proteger as pessoas que ama, então essa cena é devastadora”, ressalta Natalia.
Onze, que vem treinando no ferro-velho desde o episódio 1, entra no Mundo Invertido para encontrar o Demogorgon que levou Holly. “Assim que Nancy olha para ela e diz para ir, Onze não pensa duas vezes antes de entrar no Mundo Invertido. Era isso que ela queria o tempo todo, então já está pronta.”
Tanto Karen quanto Ted, que ficaram gravemente feridos no ataque do Demogorgon, são levados às pressas ao hospital, e Mike e Nancy tentam lidar com uma situação inimaginável. “Acho que Nancy sente muita culpa por não conseguir proteger sua família”, comenta Natalia.

O episódio 3 revela que Holly é levada à casa dos Creel, restaurada para ficar com a aparência impecável dos anos 1950. Trata-se de uma estranha prisão mental que ela mais tarde chama de Camazotz, em referência ao planeta onde o mal habita em Uma Dobra no Tempo.
De volta a Hawkins, Will acessa involuntariamente a mente coletiva dos Demogorgons e passa a enxergar pelos olhos de uma das criaturas. É assim que descobre que Holly e outras três crianças estão presas, cada uma em uma torre, no que parece ser a caixa torácica de um enorme monstro.
Em Camazotz, Holly está tranquila, convencida de que Henry, ou Sr. Fulano, a está protegendo dos monstros que ameaçavam sua família. Quando segue um mapa misterioso pela floresta, um lugar que Henry disse que ela nunca deveria visitar, a garota se surpreende ao encontrar Max (Sadie Sink), e não Henry, à sua espera.

Lembra quando Max entrou em coma no fim da temporada 4 e Onze nunca mais conseguiu sentir sua presença? Tem um bom motivo para isso: Max estava na prisão mental de Vecna, escondida em um sistema de cavernas onde, por algum motivo, ele tem medo de entrar.
Max quase escapou ao revisitar a lembrança da noite em que Vecna tentou matá-la, mas o portal para o mundo real desapareceu assim que “Running Up That Hill (A Deal With God)”, de Kate Bush, parou de tocar no quarto do hospital. Depois disso, Vecna passou a persegui-la por diferentes memórias até encontrá-la na caverna, onde Max construiu um refúgio.
Sobre essa revelação surpreendente da sua personagem, Sadie diz que gostou de descobrir onde Max esteve esse tempo todo e como transformou aquele lugar em um espaço só dela, reunindo objetos encontrados em diferentes memórias, incluindo a roupa que veste. “O remendo da calça jeans dela, por exemplo, é feito de um pedaço de tecido de uma das camisas que o jovem Henry Creel usa. É um detalhe muito bacana”, comenta.

Na temporada 5, Dustin (Gaten Matarazzo) está de luto pela morte do amigo Eddie Munson (Joseph Quinn). A cidade inteira acredita que Eddie era um assassino, mas Dustin sabe que ele morreu como um herói e continua usando, orgulhoso, a camiseta do Clube Hellfire. Mas Dustin também anda arrumando briga com os atletas da escola, o que preocupa os amigos.
Quando uma atitude de Dustin faz com que ele perca uma missão, ele e Steve brigam no episódio 2. “Todo mundo está tentando lidar com o fato de que, para eles, Max simplesmente se foi. E Dustin não está conseguindo apoiar o amigo nesse momento. É como se ele se colocasse em perigo para compensar o fato de não ter conseguido fazer isso para salvar Eddie”, lamenta Gaten.
De acordo com Joe, Steve está fazendo o melhor que pode, mas acaba sendo controlador demais e não se mostra tão compreensivo quanto deveria.
Ele conta que gostou de explorar esse outro lado da dinâmica dos dois, “pois ela nem sempre é leve. Isso dá uma nova camada ao relacionamento. E tudo nasce de um sentimento genuíno, de querer ajudar o amigo”, complementa.

Nancy e Jonathan (Charlie Heaton) ainda estão juntos, mas as coisas entre eles estão complicadas.
“Com todo o caos e a luta contra Vecna, os dois acabam se afastando um pouco. Ainda há muitas coisas que precisam ser ditas, e eles não estão em sintonia. A esperança é que consigam se entender”, torce Natalia.

Quando Onze entra na mente do tenente Robert Akers (Alex Breaux), nota que o militar está escondendo algo, ou melhor, alguém, por trás de uma porta de aço na estufa da Dra. Kay. Com todo o sigilo e segurança em torno dessa “kryptonita”, Onze conclui que o misterioso prisioneiro só pode ser Vecna.
Mas, quando ela e Hopper se infiltram na base militar, descobrem que quem está atrás da porta não é Vecna, e sim Kali (Linnea Berthelsen), a “irmã” de Onze. Kali, ou Oito, que Onze conheceu no episódio “A irmã perdida”, da temporada 2, também foi criada pelo Dr. Brenner (Matthew Modine). Mas, ao contrário de Onze, ela tem o poder de criar ilusões.
O que os militares pretendiam fazer com ela, porém, continua sendo um mistério.

Quando Will acessa os poderes de Vecna no fim do episódio 4, tudo muda para nossos heróis. Gaten comenta: “Acho que isso nos coloca em pé de igualdade. Tenho certeza de que, para Vecna, isso é aterrorizante”.
Finn lembra que agora são duas pessoas com os poderes de Onze, e Gaten reforça que a perspectiva de contar com dois amigos superpoderosos é fantástica.
O volume 2 de Stranger Things chega no Natal com três novos episódios, seguido pelo episódio final na véspera de Ano-Novo.
Mas, antes de ver os novos episódios, aproveite para maratonar novamente as temporadas de 1 a 4 de Stranger Things e testar seus conhecimentos no nosso quiz para superfãs. E continue acompanhando tudo sobre Stranger Things no Tudum.





































































































