





O episódio de estreia da série Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais apresenta um duplo assassinato sangrento e uma boa dose de Milli Vanilli. No entanto, o momento mais chocante talvez seja a revelação de que Lyle (Nicholas Alexander Chavez), um jovem inseguro com a própria aparência, usa peruca.
Isso ocorre durante uma violenta discussão à mesa de jantar na casa da família Menendez — algo que, logo descobrimos, está longe de ser uma ocorrência isolada. Na ocasião, Mary Louise Menendez (Chloë Sevigny), também conhecida como Kitty, arranca a peruca da cabeça do filho mais velho. Quem fica mais horrorizado com a cena é Erik (Cooper Koch), pois ele não fazia ideia de que o irmão que tanto idolatrava era calvo há muitos anos. Lyle revela que foi obrigado pelo pai, José (Javier Bardem), a usar a peruca, e é assim que o irmão caçula descobre a real crueldade praticada pelos pais.
“A peruca de Lyle é um personagem”, comentou Ryan Murphy em 2 de novembro no The Fall Edit, evento realizado em Los Angeles para divulgar os títulos da Netflix. “Ela diz muito sobre a vulnerabilidade de Lyle e as opiniões do pai. Passamos um bom tempo trabalhando até acertar esse detalhe, inclusive com a ajuda de Nicholas, para deixá-lo bem à vontade.”
Para Karen Bartek, chefe do departamento de cabelo de Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais, o desafio era encontrar o equilíbrio entre exagero e verossimilhança. “Pesquisei muito sobre os irmãos Menendez. Eu me lembro deles porque cresci em Los Angeles nos anos 1980. Criamos uma peruca especial para o Nicholas, mas além dela tínhamos também um aplique lateral e um topete. E a peruca original não funcionou muito bem… Ryan não queria ficasse parecendo algo exagerado, como era o estilo daquela época, porque poderia facilmente passar do ponto. Acabamos usando o topete postiço e o aplique lateral para a cena do episódio 1. Isso, claro, depois de inúmeros testes de câmera.”
Karen precisou lidar com outra situação delicada: o topete postiço tinha que ser bom, mas não bom demais. Ou seja: precisava ser convincente o bastante para que a revelação fosse um choque para todos, mas imperfeito o suficiente para que ficasse claro que era uma espécie de peruca. “Era importante encontrar uma solução que desse ao ator a aparência certa para interpretar o papel, mas sem exageros. E acho que quando uma peruca fica perfeita demais e nem se mexe, acaba justamente com muita cara de peruca”, ela diz.
Outra combinação perfeita entre artista e peruca cênica aconteceu com Ari Graynor e seus cachos exuberantes, que a ajudaram a incorporar a advogada de defesa de Erik, Leslie Abramson. “Aquela peruca acabou virou parte da personagem. Ela colocava e pronto, parecia que era mesmo o cabelo dela”, comentou Karen.
A própria atriz teve que concordar: “Não haveria Leslie sem ela”.
Assista a Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais.






























































