23 séries da Netflix aclamadas pela crítica, como ‘Treta’, para se deleitar - Netflix Tudum

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    23 séries da Netflix aclamadas pela crítica para você se deleitar

    Séries premiadas, indicadas a prêmios e favoritas do clube de cinéfilos, todas em um só lugar.

    Texto original de Ananda Dillon
    16 de abr. de 2026

Conversar sobre séries é a melhor forma de puxar assunto e separar os amigos dos inimigos. OK, talvez esse último seja um pouco extremo demais, mas a realidade é que tendemos a criar vínculos com outras pessoas com base tanto nas coisas que odiamos como nas coisas que amamos. As séries podem ser um meio-termo, uma área em comum e até uma forma de avaliar o caráter de uma pessoa.

No entanto, explorar as inúmeras opções de séries disponíveis por aí pode ser uma tarefa sem fim. Como, então, encontrar séries que realmente valem a pena assistir, com personagens e tramas instigantes que proporcionam muito assunto para conversa?

A resposta é simples: basta confiar em quem entende do assunto. Ou seja: nos críticos, especialistas, profissionais da área, criadores de conteúdo relacionado a séries e profissionais que indicam títulos para premiações. As indicações dessas pessoas valem ouro, já que elas conhecem as séries de prestígio que dão o que falar e provocam reflexões profundas, definem tendências, inspiram memes e elevam o padrão de qualidade. 

Confira 23 séries originais Netflix que foram premiadas, indicadas a prêmios ou aclamadas pela crítica. Além de se deleitar com produções de qualidade e atuações de alto calibre, você poderá participar das conversas que estão rolando e, claro, entender todos os memes. Comece a assistir a estas séries e descubra por conta própria o motivo de todo o alvoroço.

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Adolescência

Em sua crítica de 2025, Lucy Mangan, jornalista do The Guardian, descreveu Adolescência como “o que há de mais perfeito na TV em décadas”. Se isso não for suficiente para mostrar que a série é diferenciada, assista ao primeiro episódio de 65 minutos e observe a gravação em um só take (na verdade, os quatro episódios da minissérie foram filmados dessa maneira). Vale destacar que essa foi a primeira atuação do novato Owen Cooper, que interpreta Jamie Miller, o adolescente de 13 anos suspeito de assassinato. Seu trabalho nesse papel angustiante e complicado lhe rendeu um Emmy® de Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Antológica ou Filme. Owen também se tornou a pessoa mais jovem a vencer um prêmio nessa categoria e o ator mais jovem a vencer um Emmy®. Adolescência também conquistou o Emmy® de Melhor Minissérie ou Série Antológica. Todos esses detalhes tornam a série impressionante, né? No entanto, a história devastadora e cativante das ações aparentemente sem sentido de um adolescente (e o efeito profundo dessas ações na família e na comunidade) provocam reflexões que perduram além dos créditos finais. 

Adolescência
Minissérie   TV-MA   2025
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Bebê Rena

Combinando humor ácido, suspense com reviravoltas e drama comovente, é difícil acreditar que Bebê Rena seja inspirada nas experiências reais de seu criador, o roteirista e ator Richard Gadd. Ele interpreta uma versão fictícia de si mesmo: Donny Dunn, aspirante a comediante que trabalha como barman. Com pena de uma cliente angustiada, Martha (Jessica Gunning), Donny lhe oferece uma xícara de chá. Esse ato inocente de gentileza logo se transforma em perseguição e obsessão quando Martha passa a invadir todos os aspectos de sua vida. A série conquistou diversos prêmios, incluindo o Emmy® de Melhor Minissérie ou Série Antológica e o Globo de Ouro de Melhor Minissérie, Série Antológica ou Filme para TV, além de um Peabody. Richard e Jessica também conquistaram diversos prêmios por suas atuações.

Treta

Além de levar o Emmy® e o Globo de Ouro de Melhor Ator e Melhor Atriz (para Steven Yeun e Ali Wong), Treta também conquistou o Emmy® e o Globo de Ouro de Melhor Minissérie. As atuações altamente aclamadas são responsáveis por dar o tom dessa série tensa e angustiante, prendendo a atenção de qualquer pessoa. Embora seja sucintamente resumida como a história de duas pessoas que se encontram no estacionamento de uma loja, levando a uma obsessão mútua por vingança, é difícil descrever o que realmente acontece na série. O crítico de cinema Brian Tallerico exalta Treta como “uma série com um tom ousado, que alterna radicalmente entre comédia, drama e suspense o tempo todo”. A temporada 2 da série antológica, com Oscar Isaac, Carey Mulligan, Cailee Spaeny e Charles Melton, também recebeu boas críticas. Segundo Ross McIndoe, da Slant Magazine, “a temporada 2 da série tem um roteiro tão intenso e um humor tão sombrio quanto a temporada 1”.

Big Mouth

Quando a série de animação Big Mouth estreou em 2017, Hank Stuever, do The Washington Post, a descreveu como “igualmente encantadora e repugnante”. Tratando principalmente das mudanças físicas, hormonais e mentais que acontecem durante a puberdade diante dos cenários mais nojentos e vergonhosos que um pré-adolescente poderia imaginar — e com a presença dos monstros hormonais, que orientam os jovens personagens de forma grosseira —, é difícil acreditar que a série também possa ser considerada comovente. Mas ela é, e muito. Encerrada após oito temporadas e inúmeras indicações, certamente será lembrada como uma das séries de amadurecimento mais emblemáticas.

BoJack Horseman

À primeira vista, “BoJack Horseman” é uma comédia de animação sobre um cavalo antropomórfico que ficou famoso por atuar em uma sitcom dos anos 1990. Em um momento meio decadente de vida, ele tenta voltar aos holofotes com uma autobiografia que está escrevendo com Diane (Alison Brie), sua ghostwriter. No entanto, qualquer fã ou crítico de sofá vai dizer que a série de seis temporadas tem uma profundidade emocional considerável. Criada por Raphael Bob-Waksberg, com Will Arnett na dublagem em inglês, a série aborda depressão, abuso de substâncias, trauma e autodestruição, além de outros temas delicados tratados com um humor absurdo. Vencedora de quatro Critics Choice Awards de Melhor Série de Animação, é considerada uma das séries de animação mais influentes já criadas. 

Bridgerton

Embora Bridgerton tenha angariado várias indicações a prêmios ao longo de suas quatro temporadas, particularmente por seu figurino elaborado e sua trilha sonora característica, o que realmente a destaca na cultura pop é sua base de fãs. Leitores ávidos de romances e entusiastas de drama histórico adoram os cenários coloridos e as histórias de amor de tirar o fôlego, criadas naquele molde que adoramos assistir. Baseada nos livros de Julia Quinn, a série é ambientada em uma Inglaterra fictícia na era regencial, em que Lady Violet Bridgerton (Ruth Gemmell) vai criando seus oito filhos enquanto apresenta a mais velha à sociedade, na esperança de atrair um casamento bem-sucedido. Daphne (Phoebe Dynevor) é o foco da temporada 1. O irmão Anthony (Jonathan Bailey) é protagonista da temporada 2 e Colin (Luke Newton) comanda a temporada 3. Já a temporada 4 está focada no segundo filho mais velho, Benedict (Luke Thompson). A série encanta com sua sagacidade e intriga sensual, e chegou até a inspirar um spin-off: Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton.

The Crown

Com 24 Emmys®, além de mais de cem outros prêmios, The Crown tem brilho o suficiente para competir com a própria monarca já falecida. Lançada em 2016, a série tem um pouquinho de erudição e um outro tanto de clichê, proporcionando uma análise detalhada sobre o funcionamento interno da família real britânica. Em suas seis temporadas, a série retrata quase seis décadas da vida da rainha Elizabeth II, desde antes de sua ascensão ao trono até o início dos anos 2000 e o casamento do príncipe William. O fato de que novos atores aparecem para interpretar os personagens com o passar dos anos, cada um adicionando seu próprio estilo ao papel, só aumenta o brilho da série. É a pedida certa para quem se interessa por história britânica (e mundial), mas não abre mão de uma narrativa de tirar o chapéu.

Dark

Preste muita atenção nesta série alemã misteriosa de ficção científica, repleta de reviravoltas. A história gira em torno dos habitantes da pequena cidade de Winden, logo após o desaparecimento de uma criança. A mata ao redor da cidade é escura e profunda, mas o que realmente assusta é o fato de algo parecido já ter acontecido décadas atrás. No centro de tudo estão quatro famílias (Kahnwald, Nielsen, Doppler e Tiedemann), cujo envolvimento em uma conspiração misteriosa de viagem no tempo atravessa várias gerações e traz consequências possivelmente terríveis para o passado, o presente e o futuro da cidade. A BBC incluiu Dark em sua lista das 100 melhores séries do século 21. Segundo Robert Lloyd, do Los Angeles Times, a série dos criadores Baran bo Odar e Jantje Friese é um “lindo poema alemão, construído dentro do formato de uma misteriosa e enigmática série de ficção científica”.

Disque Amiga para Matar

Repleta de humor ácido e com uma das amizades femininas mais sinceras da tela, Disque Amiga para Matar começa como a história de duas mulheres, Jen (Christina Applegate) e Judy (Linda Cardellini), que se conhecem em um grupo de apoio para pessoas em luto. Judy é uma otimista inveterada, enquanto Jen é uma cínica fervorosa e irritada — então as duas meio que se complementam. Até que uma grande verdade é revelada. Combinando mistério de assassinato e aventura policial, a série gira em torno do vínculo entre as duas amigas. Christina recebeu inúmeras indicações por seu retrato sutil da complexidade do luto. Além disso, as duas atrizes conquistaram o reconhecimento da crítica por conta da química palpável. 

A Diplomata

Com a temporada 4 no horizonte, este suspense político com Keri Russell no papel da diplomata Kate Wyler logo ganhou reconhecimento entre a crítica especializada e os espectadores por conta de sua sagacidade afiada, adrenalina constante e drama envolvente. Em meio a uma crise internacional e recém-chegada ao cargo de embaixadora do Reino Unido, Kate precisa conciliar os conflitos políticos do trabalho com uma crise no casamento. A série conquistou sete indicações ao Globo de Ouro e três ao Emmy®. 

Lupin

Esta série francesa de suspense e mistério conta com três temporadas (voltando para mais uma ainda este ano) e foi indicada a dois Globos de Ouro. 
“Entre o charme cativante de Omar Sy no papel do ladrão com um coração de ouro e a beleza de Paris como pano de fundo, Lupin certamente rouba a cena”, exalta Kelly Lawler, do USA Today. Quando Assane Diop (Omar) era criança, seu pai (Fargass Assandé) foi falsamente acusado pelo empregador, Hubert Pellegrini (Hervé Pierre), de roubo. Após o suposto suicídio do pai na prisão, Assane é abandonado à própria sorte nas ruas de Paris. Neste suspense inspirado pelo personagem do lendário ladrão de casaca Arsène Lupin, de Maurice Leblanc, Assane retorna 25 anos depois para se vingar da milionária família Pellegrini. Com seu charme, seus disfarces e suas novas habilidades de ladrão profissional, ele fará de tudo para expor os crimes da família Pellegrini e derrubar seu império.

Making a Murderer

Em 2015, quando praticamente não existiam séries documentais, podcasts como Serial começavam a ganhar espaço entre fãs do chamado “true crime”. Nessa mesma época, os cineastas perceberam que o formato de episódios possibilitava muito mais detalhes e nuances na hora de retratar crimes mais complexos. E poucos julgamentos de assassinato são tão complexos quanto o de Steven Avery. Exonerado por um crime após 18 anos de prisão, Steven é preso por suspeita de assassinato menos de um ano após sua soltura, no mesmo dia em que entra com uma ação civil contra o condado que o condenou injustamente. A série retrata os supostos crimes, mas o foco mesmo é a vasta gama de evidências que sugerem a inocência de Steven, além de novas perguntas a serem consideradas. Segundo a crítica inicial de Erik Kohn, do IndieWire, a série “não apenas consolida os eventos bizarros da comunidade de uma pequena cidade dos EUA como também pode ter o poder de mudá-los”. Ela conquistou seis indicações ao Emmy® e venceu quatro prêmios, incluindo de Melhor Documentário ou Série de Não Ficção.

MINDHUNTER

Assassinos em série já foram retratados de todos os ângulos possíveis em documentários de crimes reais, filmes de terror e séries policiais. Mas e aqueles que precisam caçar os assassinos? Indo muito além de uma história de investigação, MINDHUNTER é baseada na equipe real do FBI que basicamente descobriu como traçar o perfil de assassinos em série. Jonathan Groff é Holden Ford, que trabalha na recém-formada Unidade de Ciência Comportamental do FBI no fim da década de 1970. A pequena equipe tenta identificar o que assassinos em série têm em comum, entrevistando criminosos condenados que se encaixam no perfil. Com esses insights, a equipe começa a criar um manual que permite prever como esses indivíduos pensam e, assim, antecipar suas intenções. Altamente aclamada pela crítica e indicada a vários prêmios, a série é sombria e realista, retratando de forma eletrizante os primórdios do duro cenário rudimentar da investigação psicológica. 

Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais

Na segunda parte de sua série antológica “Monstros”, Ryan Murphy agrega seu estilo peculiar a uma história que envolve um crime real e já foi contada de várias formas (vale lembrar que a terceira parte da série, Monstro: A História de Ed Geinjá está disponível). Ao longo de nove episódios, a história de Lyle e Erik Menendez — que foram acusados, julgados e condenados ao assassinato dos pais em 1989 — traz novas perspectivas das pessoas envolvidas no caso e deixa o público livre para chegar às suas próprias conclusões. Com 11 indicações ao Emmy®, incluindo de Melhor Minissérie ou Série Antológica, as atuações também renderam várias indicações: Cooper Koch (Erik Menendez), na categoria de Melhor Ator em Minissérie, Série Antológica ou Filme; Javier Bardem (José Menendez), na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Antológica ou Filme; e Chloë Sevigny (Mary Louise Menendez, a “Kitty”), na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série Antológica ou Filme. 

Ninguém Quer

Ninguém Quer é a série de comédia romântica que todo mundo, na verdade, quer. Em sua estreia em 2024, logo chamou a atenção da crítica, que aplaudiu a química do casal protagonista na tela e o toque moderno e complexo a um gênero já batido. Noah (Adam Brody) e Joanne (Kristen Bell) se conhecem em uma festa e têm uma conexão imediata. Noah é um rabino judeu e Joanne é apresentadora de um podcast sobre relacionamento e sexo, o que faz deles um casal improvável. No entanto, apesar dos inúmeros obstáculos, eles tentam embarcar em um relacionamento. Indicada aos prêmios Emmy® de Melhor Série de Comédia, Melhor Ator e Melhor Atriz em 2025, o sucesso da série continuou na temporada 2 (com a temporada 3 a caminho). 

Orange Is the New Black

Lançada em 2013 como a primeira série de comédia dramática da Netflix e criada por Jenji Kohan, a história ambientada em uma prisão feminina de segurança mínima foi aclamada ao longo de suas sete temporadas. Baseada no livro homônimo de Piper Kerman, a série retrata Piper Chapman (Taylor Schilling), uma mulher de classe média que é presa por ajudar a namorada traficante uma década antes. A série gira em torno das prisioneiras, da política da instituição e dos problemas do sistema carcerário dos EUA. Entre suas inúmeras indicações ao longo dos anos estão 21 ao Emmy® (ganhou 4), 6 ao Globo de Ouro, 8 ao SAG Award (ganhou 5), 14 ao NAACP Image Award (ganhou 1) e 1 ao Peabody.

Nossos Oceanos

Barack Obama conquistou o Emmy® de Melhor Narração por esta série documental arrebatadora que mergulha (literalmente) na abundante vida marinha e nos padrões fascinantes da ampla massa de água da Terra. Explorando os cinco oceanos, a série conta com uma fotografia vibrante e detalhes tão nítidos que parece mesmo que estamos no fundo do mar, com a flora e a fauna. É difícil não torcer pelo elenco de criaturas de cada episódio, mesmo quando nos damos conta que uma das maiores ameaças é a humanidade.

Ozark

Quem imaginaria que uma cidade montanhosa dos EUA se tornaria um cenário cativante para uma série de drama policial altamente aclamada? Em Ozark, Jason Bateman e Laura Linney interpretam um casal que é forçado a se mudar com a família de Chicago para o Lago de Ozarks, no Missouri. O motivo? O parceiro de negócios deles roubou um cartel de drogas e eles precisam lavar uma imensa quantia de dinheiro. A série não começa com pessoas normais desafortunadas tentando entrar para o mundo do crime: na verdade, são pessoas inteligentes que precisam começar um negócio ilegal e, de quebra, viver em uma nova comunidade que já tem seus próprios criminosos. Com 45 indicações ao Emmy® e outros prêmios conquistados por conta do elenco e do roteiro, a série tem tantas reviravoltas que promete entretenimento empolgante durante suas quatro temporadas.

O Gambito da Rainha

Em sua estreia em 2020, além de chamar atenção pelas lindas cenas e pela atuação cativante de Anya Taylor-Joy, esta minissérie também foi elogiada por jogadores de xadrez profissionais pela precisão na representação do jogo. Retratando a ascensão de uma prodígio do xadrez, a série começa com Beth Harmon (Anya) no orfanato ao qual é enviada após a morte da mãe em um acidente de carro. Lá, ela aprende a jogar xadrez com o zelador, demonstrando uma habilidade inata para visualizar as etapas necessárias rumo à vitória. Anos depois, após ser adotada, ela se inscreve em um torneio de xadrez sem qualquer experiência em competições. Sua mãe adotiva se dá conta de que o talento de Beth pode ser lucrativo e incentiva a jovem a alcançar as melhores classificações entre jogadores do mundo todo. Nos bastidores, Beth precisa lidar com problemas relacionados ao consumo de drogas e álcool. Anya Taylor-Joy venceu um Globo de Ouro e um SAG, além de ser indicada ao Emmy® por sua atuação. 

Queer Eye

Um reboot da série popular de 2003 da Bravo, Queer Eye estreou em 2018 com cinco novos especialistas em estilo de vida, ambientada uma época totalmente diferente da série original: um mundo com maior representação queer e menos estereótipos. Na nova série, os Cinco Fabulosos não trabalham só com homens heterossexuais, mas ajudam os chamados heróis e heroínas de todos os tipos. Com 10 temporadas e 12 prêmios Emmy®, a série é considerada imperdível e alto-astral, além de dar várias dicas de inspiração, decoração e autoconfiança. 

RIPLEY

Em cada detalhe cinematográfico deste suspense psicológico neo-noir, você sentirá como se estivesse assistindo a um filme antigo ao estilo de Hitchcock ou Fellini. A trilha sonora, a iluminação, a sonoplastia, o figurino e, é claro, as atuações inspiradoras dão a RIPLEY um toque culto e clássico. Em sua crítica na NPR, Linda Holmes exalta a série como “uma obra meticulosa com referência ao noir clássico e aos grandes nomes do cinema italiano, puro deleite a cada cena”. A série retrata Tom Ripley (Andrew Scott, no papel que lhe rendeu várias indicações), um golpista na Nova York de 1961 que é contratado por um milionário. A missão? Ir à Itália e convencer o filho do homem, Dickie (Johnny Flynn), a voltar para casa após anos de arte e lazer no exterior. No entanto, Tom é seduzido pela vida de Dickie, e uma história de obsessão, fraude e assassinato se desenrola.

Stranger Things

Esta série de ficção científica que se passa na década de 1980 não se tornou um fenômeno cultural à toa. Ambientada na cidade fictícia de Hawkins, Indiana, ela retrata um grupo de crianças que trabalha em conjunto para tentar encontrar o amigo desaparecido. A série também conta com uma instalação na qual o governo conduz experimentos sombrios, uma garota com habilidades telecinéticas e uma dimensão alternativa repleta de criaturas aterrorizantes. A crítica aplaudiu a série por honrar os filmes de aventura e ficção científica dos anos 1980 e por seu tom nostálgico. Com o encerramento da temporada 5 no começo do ano, Stranger Things manteve sua relevância cultural bem viva ao longo de uma década. As impressionantes 57 indicações ao Emmy® (conquistando 12 prêmios) refletem sua excelência, e as 4 indicações ao Grammy mostram que a série é um banquete para quem curte uma boa música.

Round 6

Round 6 foi a primeira série em língua não inglesa a conquistar indicações e premiações no Emmy® de 2022. O protagonista, Lee Jung-jae, venceu o Emmy® de Melhor Ator em Série de Drama por seu retrato de Seong Gi-hun, tornando-se assim o primeiro ator asiático a conquistar o prêmio na história da categoria. A série é um suspense distópico ambientado em uma ilha remota na costa da Coreia do Sul, onde pessoas falidas e desesperadas são secretamente recrutadas para competir em jogos infantis pelo prêmio de 45,6 milhões de won (cerca de US$ 40 milhões) — mas, quem perder, morre. Uma dura crítica ao problema real das disparidades entre classes sociais no país, Round 6 é repleta de personagens singulares e cenários aterrorizantes, sendo um terreno fértil para dicussões de cunho social e cultural.

 

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