





A competição sangrenta de ‘Round 6’ já tirou praticamente tudo de Gi-hun (Lee Jung-jae), menos a própria vida. Durante a primeira participação do protagonista na disputa, a mãe dele (Kim Young-ok) morreu. Para que ele conseguisse vencer o jogo na temporada 1, seu amigo Cho Sang-woo (Park Hae-soo) precisou morrer. Ainda assim, é só na cena final da temporada 2 de Round 6 que Gi-hun chega ao fundo do poço. O episódio 7 termina com ele aos prantos no chão, encarando os olhos sem vida de seu melhor amigo, Jung-bae (Lee Seo-hwan), que acaba de ser assassinado pelo Líder (Lee Byung-hun). Para piorar ainda mais a situação, Gi-hun não faz ideia de que o Líder é, na verdade, Young-il, o jogador que ele acreditava ser um de seus maiores aliados nessa nova edição do jogo.
“O final da temporada 2 vai deixar o público ainda mais curioso para saber como Gi-hun seguirá no jogo após esse acontecimento tão traumático. Depois de perder o melhor amigo, será que ele ainda conseguirá manter o objetivo de salvar os outros competidores?”, indaga Lee Jung-jae em entrevista ao Tudum.
Essas perguntas prenderam a atenção de espectadores do mundo todo. Atualmente, a temporada 2 de Round 6 é a terceira maior temporada de uma série da Netflix, com 192,6 milhões de visualizações até o momento. Lançada em dezembro de 2024, a temporada também contou com o maior número de visualizações já registrado por uma série da Netflix em sua primeira semana e entrou para o Top 10 de séries em língua não inglesa em apenas três dias.
Agora que a terceira e última temporada de Round 6 chegou, os atores Lee Jung-jae e Lee Byung-hun e o criador, diretor e roteirista de Round 6, Hwang Dong-hyuk, estão prontos para responder às perguntas que estão fritando seu cérebro. Então continue lendo para desvendar os maiores mistérios da temporada 2, desde o que está acontecendo com aquela soldado rosa até a cena no meio dos créditos.
Na temporada 1, Gi-hun descobre que seu aliado, o jogador 001, também conhecido como Oh Il-nam (Oh Yeong-su), não é nem de longe quem dizia ser. Il-nam nunca foi um idoso azarado desesperado por dinheiro, ele sempre foi o empresário rico por trás da competição de Round 6.
Mal sabe Gi-hun que uma farsa semelhante está rolando na temporada 2. Assim que ele decide voltar ao jogo, o Líder também resolve participar. Ele assume a identidade do jogador 001 e passa a se apresentar como “Young-il”. Lee Byung-hun, que interpreta o Líder, conta ao Tudum que seu personagem entra no jogo para confrontar Gi-hun por causa de suas profundas diferenças ideológicas. “O Líder acredita que não existe nenhuma esperança para o mundo ou para a humanidade”, explica o ator, enquanto Gi-hun espera o melhor da sociedade.
“É quase como se eles estivessem apostando um contra o outro. O Líder pergunta ao jogador 456 se ele realmente acha que vai conseguir acabar com o jogo, se acha mesmo que ainda existe esperança nas pessoas, se acredita que o mundo vai mudar”, continua.
Para Lee Byung-hun, o conflito entre os dois personagens é a essência da temporada 2.

Embora o Líder use uma identidade falsa, a personalidade de Young-il é profundamente influenciada por sua própria vida. Antes de se tornar o Líder, ele era In-ho, um policial que amava a esposa, mas ela morreu de cirrose aguda anos antes da temporada 1.
Nos quatro primeiros episódios da temporada 2, descobrimos mais sobre a morte dela. Disfarçado de Young-il, o Líder conta a Gi-hun que a cirrose da esposa se agravou a ponto de ela precisar de um transplante de fígado. Enquanto buscavam tratamento, os dois também descobriram que ela estava grávida. Embora os médicos recomendassem interromper a gestação, ela estava determinada a dar à luz, independentemente dos riscos. O casal enfrentou dificuldades para encontrar um doador de fígado à medida que o estado de saúde dela piorava. Desesperado, o Líder pegou emprestado todo o dinheiro que conseguiu e, por fim, aceitou um empréstimo da pessoa errada. Os superiores dele viram aquele dinheiro como um suborno e o demitiram, apesar de anos de lealdade e dedicação ao trabalho.
Uma conversa entre Jun-ho e a mãe, que é madrasta do Líder, revela mais sobre a história da família. Anos antes do diagnóstico da esposa, o Líder doou um rim para Jun-ho. Por isso, quando ela adoeceu, ele não podia vender um dos próprios rins para pagar o tratamento. A família toda também enfrentava dificuldades financeiras, então Jun-ho e a mãe não tinham condições de ajudar com as despesas. Nos anos seguintes, o Líder passou a evitar a família e também o túmulo da esposa.
Esses detalhes ajudaram Lee Byung-hun a construir o personagem. Ao se preparar para a temporada 2, ele teve muitas conversas com Hwang. “Eu fazia perguntas sobre os motivos por trás das ações e falas dele, e questionava até que ponto transmitir a complexidade desse personagem”, conta.
“Ter que dar nuances diferentes a cada uma dessas três facetas foi o maior desafio do meu trabalho como ator, e também a parte mais divertida”, diz Lee Byung-hun sobre alternar entre as identidades do Líder, In-ho e Young-il.

Nos episódios 1 e 2, conhecemos No-eul (Park Gyu-young), uma mulher misteriosa que parece a candidata perfeita para participar do jogo. Mas, como o final chocante do episódio 2 revela, No-eul não é uma jogadora. Ela é um soldado rosa e atiradora de elite.
A temporada 2 revela alguns detalhes do passado de No-eul. Ela é uma desertora da Coreia do Norte que deixou para trás a família, incluindo a filha. “No-eul não tem outro propósito na vida além de estar com a filha novamente. Ela carrega uma dor indescritível, impossível de colocar em palavras”, diz Park Gyu-young.
Embora No-eul possa parecer apenas uma mercenária, para a atriz, ela é exatamente o oposto: “No-eul começa a trabalhar na competição com a missão de permitir que pessoas sem esperança partam em paz, sem dor. Ela é alguém que não consegue continuar vivendo, mas precisa seguir, então entra no jogo com a ideia de aliviar a dor dos outros e dar paz àqueles que sofrem assim como ela”, explica.
No início da temporada 2, Gi-hun se une ao detetive Jun-ho em uma tentativa de destruir o jogo. O plano é manter contato por meio de um rastreador que Gi-hun esconde dentro de um dente falso, mas os dois perdem o contato quando Gi-hun é levado de volta à arena. (Eles não contavam que a segurança encontraria o rastreador e o descartaria, e é exatamente isso que acontece). O rastreador é encontrado eventualmente, mas não na ilha. Ele aparece misturado a uma pilha de iscas de pesca. Ao que tudo indica, alguém entregou a um pescador um saco com minhocas que sobraram e o rastreador estava escondido ali.
Mesmo assim, Jun-ho não desiste e continua as buscas ao lado da equipe que contratou, a bordo do barco. Enquanto ele acredita estar cercado de aliados (ou, pelo menos, acha que contratou pessoas de confiança), o episódio final revela que há algo sinistro acontecendo na embarcação e o problema começa justamente no comando. No meio da noite, um dos homens encontra o capitão Park mexendo em um drone usado para procurar a ilha. Quando o homem começa a fazer perguntas, o capitão o esfaqueia e o joga no mar. Em seguida, age como se nada tivesse acontecido e culpa as ondas pela confusão.
Definitivamente, as reviravoltas de Round 6 não se limitam aos jogos, e os segredos por trás dessa história serão explorados em mais detalhes na temporada 3.

O episódio final da temporada 2 de Round 6 culmina em uma rebelião armada: de um lado, Gi-hun e alguns dos jogadores que se aliaram a ele, e do outro, as pessoas que comandam o jogo. Assim como muitos outros participantes, Jung-bae, melhor amigo do jogador 456, acaba pagando o preço, porque Gi-hun não sabe que Young-il é, na verdade, o Líder. No início da rebelião, os jogadores acreditam que têm boas chances de vencer e que talvez consigam tomar o controle da arena de jogos.
Mas a competição não foi feita para que os participantes saiam vitoriosos e o Líder faz questão de garantir que a rebelião fracasse. Após se separar do grupo, ele mata dois dos rebeldes e simula a morte de Young-il. Em seguida, muda seu rádio para a frequência dos guardas e ordena que sua equipe termine de reprimir a rebelião. E é exatamente isso que eles fazem. Quando Gi-hun e Jung-bae finalmente se rendem, o Líder já trocou o traje do jogador 001 por sua tradicional capa preta e máscara.
O Líder aproveita esse momento para provar a Gi-hun que sua “brincadeira” não levou a lugar nenhum. Ele atira em Jung-bae e o mata. Assim, acredita que finalmente conseguirá ensinar a Gi-hun que não existe esperança no mundo. Para o Líder, é muito mais satisfatório ver Gi-hun tendo que viver com esse aprendizado do que simplesmente matá-lo. A morte seria uma saída fácil demais.
“O público com certeza vai ficar chocado e muito triste com a morte de Jung-bae”, diz Hwang. O criador de Round 6 vê o personagem como alguém que ainda carrega o mesmo otimismo e o mesmo coração generoso que Gi-hun tinha, mas perdeu ao longo do caminho. “Ele também é a única pessoa dentro dos jogos em quem Gi-hun pode confiar e se apoiar completamente”, completa.
Para Hwang, a perda devastadora de Jung-bae é o ponto perfeito para encerrar a temporada 2. Já Lee Jung-jae acredita que a morte do personagem mudará para sempre o protagonista, que antes ainda tinha alguma esperança.
“Quanta dor uma pessoa consegue suportar para alcançar seu objetivo? Será que aquela determinação que ele tinha no início ainda permanece? Esse sentimento ainda existe? Porque, agora, o melhor amigo dele está morto”, pergunta Lee Jung-jae.

O encontro mortal de Gi-hun com o Líder no final da temporada também é a conversa mais sincera dele com o amigo Young-il. No entanto, Lee Jung-jae acredita que Gi-hun ainda não sabe a verdade, e que ele é incapaz de perceber a sinistra troca de identidade do Líder, porque está muito ocupado se culpando por tudo o que aconteceu.
Hwang não chega a classificar as ações do Líder como uma verdadeira traição. “Porque essa sempre foi a intenção e o plano dele desde o início. Esse momento é realmente o clímax da temporada 2. O Líder começa a temporada sem a máscara, mas retorna à sua verdadeira identidade e termina com a máscara novamente”, diz o criador.

Enquanto o primeiro episódio da temporada 2 mostra Gi-hun no ambiente surreal da Pousada Pink, as cenas finais marcam o momento mais sombrio da vida do protagonista até agora. Os aliados e colegas dele foram mortos na rebelião. O sonho de derrubar os guardas também parece ter chegado ao fim. “E agora, o melhor amigo dele se foi. Arrancaram tudo dele. Gi-hun perdeu tudo o que tinha”, diz Lee Jung-jae.
O diretor Hwang afirma que esse é um momento crucial para o personagem. “É possível perceber que as tentativas de Gi-hun de acabar com o jogo falharam, de duas formas”, explica. Primeiro, ele não conseguiu convencer os outros jogadores a encerrar a competição por meio da votação, com apenas 182 votos a favor de terminar a disputa na primeira rodada. Depois, Gi-hun também falhou ao tentar usar força física para enfrentar aqueles que comandavam o jogo.
Mas o criador de Round 6 está empolgado para que o público descubra para onde esse estado de profundo desespero levará Gi-hun. “Ele ainda vai acreditar que é capaz de persuadir os outros e que vão sair de lá juntos ou que consegue acabar com o jogo? Ou ele vai ceder e se tornar uma pessoa completamente diferente? Alguém como o Líder, que acha que não pode mudar nada?”, questiona Hwang.
Essas perguntas abrem caminho para a história da temporada 3, que já está disponível. Hwang chama os episódios finais de o segundo capítulo do confronto entre Gi-hun e o Líder.
No início da rebelião do episódio 7, Hyun-ju (Park Sung-hoon) demonstra sua habilidade militar como sargento-chefe das Forças Especiais da Coreia, impressionando os outros jogadores. Park Sung-hoon espera que esse momento da série possa incentivar o público a refletir sobre as vidas multifacetadas de mulheres trans como Hyun-ju.
“Esses aspectos da personagem foram muito importantes para eliminar, ou pelo menos contribuir para eliminar, certos vieses e preconceitos em relação a pessoas trans. Eu sei que existem pessoas trans que são ex-militares. E sinto muito orgulho de ver quanta gente torce por ela”, diz o ator ao Tudum.
Hyun-ju é forçada a deixar a rebelião mais cedo para buscar a munição que Dae-ho (Kang Ha-neul) deveria ter levado, mas não conseguiu. De volta ao dormitório, ela percebe que Dae-ho entrou em pânico e não está em condições de voltar para a luta. De repente, soldados rosa invadem os dormitórios, obrigando Hyun-ju a permanecer ali. Geum-ja (Kang Ae-sim) insiste para que Hyun-ju não reaja, sabendo que isso custaria a vida da amiga.
Mas ela não consegue parar de pensar em proteger seus companheiros rebeldes. “Naquele momento, mais do que tudo, Hyun-ju está muito preocupada com a segurança dos outros, especialmente daqueles que ainda estão esperando pela munição. Ela se preocupa com a segurança deles acima de qualquer outra coisa”, diz Park Sung-hoon.
O adeus trágico de Gi-hun a Jung-bae não é exatamente a última cena da temporada 2 de Round 6. Entre os créditos, temos um gostinho do que vai rolar na temporada 3, incluindo três jogadores caminhando, o rosto sempre aterrorizante da boneca gigante Young-hee, um misterioso boneco e uma luz verde se acendendo. O que tudo isso significa?
Para descobrir, você vai ter que acompanhar a rodada final de Round 6: a temporada 3 já está disponível.







































































