Entrevista com Addison Rae sobre a personagem Evelyn em Monstro: A História de Ed Gein - Netflix Tudum

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    Addison Rae fala sobre interpretar uma vítima em Monstro: A História de Ed Gein

    A atriz e pop star é uma babá com um destino trágico na nova temporada da série antológica de Ryan Murphy.

    Texto original da equipe do Tudum
    7 de out. de 2025
Este artigo tem spoilers importantes sobre os personagens ou a trama da série.

Tudo começou muito bem para Addison Rae em Monstro: A História de Ed Gein. “No primeiro dia no set, andei de patins e foi muito divertido. Depois desse dia, inclusive, entrei numa fase de ficar patinando. Fiquei nessa por um mês”, diz ela à Netflix. 

Mas a história da personagem dela não tem um final tão divertido assim. A atriz de Ele é Demais e cantora de “Diet Pepsi” interpreta Evelyn Hartley, uma babá que se desentende com Ed Gein (Charlie Hunnam), o serial killer perturbado que protagoniza esta temporada de Monstros. A pobre Evelyn não tem nenhuma noção da infância conturbada de Ed Gein nem da inveja que motivou seu sequestro (Evelyn ficou com o emprego dele). Ela só sabe que virou alvo de um lunático. 

Ainda assim, deu para rir um pouco no set, mesmo durante a filmagem da morte angustiante de Evelyn. “O estômago dele roncou enquanto estávamos gravando a cena, e me lembro que nós dois começamos a rir. Isso tinha que acontecer porque precisávamos de uma pausa”, conta Addison. 

Continue lendo e descubra o que Addison tem a dizer sobre seu trabalho em Monstro: A História de Ed Gein, já disponível na Netflix.

A seguir, confira uma versão editada da conversa.

Conte um pouco sobre a sua personagem e como ela se encaixa na história.

Addison Rae: Evelyn é babá de duas crianças fofas na história. Pesquisei bastante antes de gravar as cenas como a personagem. (A verdadeira Evelyn desapareceu em 1953, e Ed Gein nunca foi vinculado oficialmente ao caso.) Não há muitas informações sobre ela. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu na vida real. Então, foi muito interessante, como atriz, poder me aprofundar em algo assim, sem ter muita informação. 

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Você disse que não gosta muito de terror. Qual foi a sua motivação para aceitar esse projeto?

Addison: Todas as pessoas envolvidas. Isso me atraiu bastante. Sou muito fã de Charlie, e ele é incrível. Também tinha Laurie Metcalf e Suzanna Son, trabalhei com muita gente que eu admirava muito. Sou dessas pessoas que se importam com cada detalhe, seja o cabelo, a maquiagem ou o figurino, e até os sets eram muito elaborados. Nunca trabalhei em uma produção tão bem pensada em todos os aspectos. É inspirador fazer parte de um projeto assim.

Para você, por que as pessoas acham a série antológica Monstros tão interessante?

Addison: Acho que é incrível ver um retrato tão perspicaz, honesto, realista e desafiador em muitos aspectos. Ele lança luz sobre coisas que talvez as pessoas não tenham explorado antes. Eu não sabia muito sobre Ed Gein, só conhecia os filmes que foram inspirados nele. Então foi interessante mergulhar nessa história de uma maneira diferente e também conversar com Charlie, que tinha um conhecimento tão profundo sobre Ed Gein.

Qual foi a sua primeira reação ao ler o roteiro?

Addison: Só pude ler as minhas falas e os meus episódios, mas isso foi bom, porque consegui manter um certo distanciamento da história. Dessa forma, minha personagem não ficaria com medo nem seria influenciada por coisas que não deveria saber ou ter visto.

Como foi ser caracterizada com o cabelo e a maquiagem? 

Addison: Foi maravilhoso… Todos estavam cheios de energia, animados e participando bastante. A equipe no set em Chicago e em Los Angeles parecia uma verdadeira família. 

Como o figurino ajudou você a se transformar na personagem?

Addison: Os patins eram realmente autênticos, e isso foi muito legal, assim como o aparelho ortopédico. Trabalhar com a equipe de objetos de cena foi muito divertido, o ambiente era bem leve. Mas foi um desafio. Eu não queria parecer chata, então mantive o aparelho ortopédico o máximo possível e tive que aprender a subir e descer escadas com ele. Ficar com o aparelho também me ajudou a me acostumar e a não me sentir estranha.

Como foi dividir algumas das cenas mais intensas com Charlie Hunnam?

Addison: Charlie é muito profissional. Trabalhar com ele foi um sonho. Ele faz todo mundo se sentir acolhido e amado o tempo todo. Durante as cenas mais intensas, em que estávamos sozinhos, ele foi incrível, sempre mantendo a positividade e conferindo se eu estava bem. Em todos os momentos possíveis, ele me perguntava como podia me ajudar. Ele é muito prestativo nesse sentido, só quer que todos se sintam amparados e confortáveis, especialmente em cenas tão vulneráveis e intensas. Tive que ficar lá enquanto ele aplicava uma substância no meu corpo, e fiquei enrolada em bandagens, como uma múmia, por bastante tempo.

E mesmo nesse momento, Charlie foi extremamente atencioso comigo. Ele segurava minha cabeça e verificava se eu tinha apoio ou se meus pés estavam apoiados. Era uma posição bem desconfortável para ficar por tanto tempo, mas ele estava sempre conferindo como eu estava. Ele garantia que essas cenas não terminassem em um clima tão intenso. Quando elas acabavam, não ia cada um para o seu canto como se nada tivesse acontecido. Ele sempre estava preocupado comigo, um fofo.

Como você se sentiu quando a produção terminou? A história é pesada. Você levou um tempo para sair da personagem?

Addison: Na verdade, acho que a última cena que gravei foi em cima da mesa, enrolada em bandagens e com uma substância bem molhada em mim. Foi uma maneira bem interessante de encerrar as filmagens. Fiquei muito triste por não ter ficado mais tempo. Eu estava me apaixonando pela Evelyn e pelas crianças, me diverti muito com elas. Além disso, o diretor Max Winkler e todos que estavam lá nessa última cena eram como uma família. Isso é algo que me conforta muito, sentir a energia e o carinho de todos, e perceber que todos estavam realmente orgulhosos. Fiquei triste por ter que me despedir dessa turma, ainda mais sabendo que as filmagens continuariam.

Mas quando terminei as gravações, havia uma sensação enorme de conforto, segurança e proteção. Acho que foi por isso que não senti tanto peso, porque sempre havia esse clima de amizade e apoio depois de cada cena.

Monstro: A História de Ed Gein já está disponível na Netflix.

Trailer de Monstro: A História de Ed Gein
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