


O inspetor-chefe Carl Morck da nova série Dept. Q não é exatamente um cara fácil. Mas não é culpa dele. Bom, talvez seja um pouquinho. Morck é um inspetor britânico brilhante, que mora em Edimburgo, na Escócia, mas que consegue irritar todo mundo à sua volta. Isso pode não parecer um elogio, mas o roteirista e diretor Scott Frank de Dept. Q (O Gambito da Rainha, Godless) escolheu o ator perfeito para interpretá-lo: Matthew Goode.
“Trabalho com ele desde 2006”, diz Frank ao Tudum. “Matthew parecia ser esse cara. Eu escrevi pensando nele. Sabia que ele daria conta do papel, trazendo uma inteligência inegável e uma certa dureza no olhar, mas também emoção na medida certa, sem cair no sentimentalismo.”


“Esta é a segunda vez que ele me deu um papel, e não sei se outra pessoa teria me escolhido”, conta Goode ao Tudum. “Em O Vigia[Frank’s 2007 directorial debut], era um assaltante de bancos do Kansas, que não tem muito a ver comigo. E, agora também, não me via fazendo um papel desses.”
Mas, claro, Carl Morck não é alguém que se decifra à primeira vista. “Existe um lado bondoso nele”, provoca Frank. O problema é que esse lado não aparece tão facilmente, ainda mais enquanto Morck se recupera de um tiroteio trágico em serviço, que deixa marcas profundas: ele sai ferido, um jovem policial morre e seu parceiro fica parcialmente paralisado. Ao voltar ao trabalho, Morck assume o comando de uma nova unidade: o Departamento Q, que dá nome à série e é responsável por investigar casos não solucionados como parte de uma iniciativa de relações públicas da polícia escocesa.
À medida que Morck mergulha fundo nas novas responsabilidades, ele descobre segredos tão turvos quanto as águas de um lago escocês. Mas ele não está sozinho: uma equipe de desajustados talvez seja exatamente o que ele precisa para ajudá-lo nessa missão. Continue lendo para saber mais sobre a série Dept. Q, já disponível na Netflix.
Sim! Confira o trailer da série na parte superior da página. E dê uma olhadinha na arte principal de Dept. Q abaixo.

Dept. Q é uma adaptação dos romances homônimos do autor dinamarquês Jussi Adler-Olsen. A série gira em torno de Carl Morck, um ex-detetive renomado de Edimburgo que é escolhido para solucionar um caso arquivado enquanto tenta lidar com a culpa após sobreviver a um ataque que deixou seu parceiro parcialmente paralisado e outro policial morto.
“Quando entramos na história, um caso aberto há 16 anos em Aberdeen acabou de ser solucionado”, explica Goode. “Isso causa uma impressão muito positiva, porque é um momento em que a polícia está sem verba e os índices de criminalidade estão aumentando. Então, a personagem de Kate Dickie — a superintendente-chefe — recebe ordens de seus superiores para formar uma unidade de casos arquivados.”
A promoção de Carl à chefia do Departamento Q não é bem um elogio. “Ela coloca Carl no comando porque, lá no porão, fica mais fácil ficar de olho nele”, comenta Goode, rindo.
Frank estava pensando nos livros de Adler-Olsen há mais de duas décadas. “Havia algo neles”, diz o roteirista/diretor. “O título, essa ideia de algo chamado Departamento Q, ficou na minha cabeça. Foi então que eu conheci o autor enquanto gravava Caçada Mortal em Nova York. Na época, eu já tinha os livros há alguns anos.”
Frank não tinha certeza de quando poderia trabalhar em Dept. Q, mas Adler-Olsen estava disposto a esperar. “Ele disse: ‘Confio em você’ e falou que sempre torceu para que eu escrevesse e dirigisse a série.” Agora, Adler-Olsen realizou seu desejo: Frank é o roteirista ou corroteirista de todos os nove episódios de Dept. Q, além de ser o diretor de seis deles.

O elenco de Dept. Q conta com:
Goode só tem elogios a fazer sobre seus colegas. “[Scott] reuniu um dos melhores elencos com os quais já trabalhei”, ele conta. “É um parque de diversões para qualquer ator.”
Ele ainda dá destaque a seus três colegas do Departamento Q. “Leah Byrne é uma grande estrela”, ele acrescenta. “Eu sinto como se conhecesse Jamie [Sives] há muito tempo, pois nos demos tão bem… Alexej [Manvelov] é alegria pura.”
Dept. Q é um mistério policial, mas, acima de tudo, é uma história sobre um grupo de colegas improváveis que dependem uns dos outros. “Se você assiste a uma série como Cheers, não é porque você tem interesse em um bar de Boston”, diz Frank. “Não é a situação que te faz assistir, nem a comédia. São as pessoas.”


Dept. Q se passa em Edimburgo, na Escócia, e em seus arredores, o que é diferente da ambientação do livro, que se passa em Copenhague, na Dinamarca. “Eu nunca tinha visto uma série ambientada em Edimburgo, e é uma cidade linda”, diz Frank. “Quando fui conhecer a cidade, pensei: ‘Nossa, isso é incrível. É a combinação perfeita entre moderno e medieval.’ Tem um pouco de cada e funciona muito bem.”
“Scott transportou a história da Dinamarca para a Escócia de forma brilhante”, diz Goode. “Edimburgo é menor que Copenhague, mas ambas são grandes cidades portuárias. [With its] arquitetura gótica e toda a importância da cidade para o sistema judicial escocês, a escolha era perfeita.”
O cenário também abre espaço para que o inspetor-chefe Morck, interpretado por Goode, viva em atrito com tudo à sua volta. “Por causa de Matthew, percebi que o protagonista seria inglês, não escocês, e achei que seria muito divertido explorar essa implicância dele com os escoceses, que vem de um motivo completamente irracional: como a ex-mulher era escocesa, ele resolve ficar de pinimba com toda uma nação”, diz Frank. (A Netflix pede desculpas sinceras à Escócia e a seus habitantes por submeter o país ao inspetor-chefe Morck.)
Dept. Q já está disponível na Netflix.


























































